- A BA.3.2, apelidada de Cicada, foi detectada pela primeira vez em 22 de novembro de 2024, em um menino de 5 anos na África do Sul, com cerca de 70 mutações na proteína spike.
- Até 11 de fevereiro, a Organização, CDC, detectou a variante em pelo menos 23 países.
- Alguns especialistas afirmam que a variante parece infectar mais crianças, devido à maior transmisibilidade e a ambientes como creches e escolas.
- Não há evidência de maior gravidade até o momento; a maior transmissibilidade pode aumentar o número de casos leves, moderados e graves.
- As vacinas continuam eficazes para reduzir desfechos graves; em estudo laboratorial, houve menor neutralização contra a BA.3.2, mas pesquisa adicional é necessária.
A variante BA.3.2, popularmente chamada de Cicada, tem ganhado atenção por apresentar um alto número de mutações na proteína spike. Ela pertence à família da Ômicron e já motivou alertas sobre possível maior transmissibilidade e capacidade de escapar de parte da proteção vacinal.
A detecção inicial ocorreu em 22 de novembro de 2024, em um menino de 5 anos morador da África do Sul. Desde então, a BA.3.2 voltou a circular em 2025 e 2026, formando o grupo de variantes monitoradas internacionalmente, com registro em pelo menos 23 países até 11 de fevereiro.
Crianças aparecem como grupo mais atingido pela circulação recente dessa variante, segundo especialistas. Embora haja maiores números de infecções nessa faixa etária, as autoridades destacam que não há, até o momento, comprovação de quadros graves mais frequentes associados à BA.3.2.
Análises apontam que a alta quantidade de mutações na spike aumenta a capacidade de transmissão. Pesquisadores ressaltam que ambientes com aglomeração infantil, como creches e escolas, favorecem a disseminação, contribuindo para o crescimento de casos entre crianças.
Sobre a gravidade, médicos participaram enfatizam que não há evidência clara de aumento de letalidade ou de gravidade em comparação com outras variantes da Ômicron. A avaliação permanece de que a transmissão mais intensa pode elevar o total de casos leves, moderados ou graves, mesmo sem mudança na gravidade intrínseca.
Vacinas e proteção seguem em avaliação. Dados do CDC indicam que a vacina mRNA adaptada a uma cepa recente mantém proteção contra variantes circulantes, mas houve redução na neutralização contra a BA.3.2 em testes laboratoriais. Observações adicionais são necessárias para confirmar impactos práticos na eficácia.
Mesmo com reduções moderadas na neutralização observadas, especialistas ressaltam que as vacinas continuam eficazes para reduzir casos graves. A atualização vacinal permanece uma ferramenta importante, ainda que o desvio evolutivo do vírus ocorra com frequência.
Estudos específicos sobre a BA.3.2 apontam que a resposta imune gerada pela vacinação persiste de forma relevante, com menor, porém presente, neutralização da nova variante em alguns cenários. Pesquisadores destacam a necessidade de acompanhar dados observacionais para confirmar efeitos na proteção à população infantil.
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