- A cápsula Orion fará a reentrada na Terra em about 13 minutos, descendo de cerca de 121 quilômetros de altitude e percorrendo aproximadamente 3.218 quilômetros pelo Pacífico, até um ponto de splashdown fora da costa da Califórnia.
- Por quase metade do tempo de reentrada, as comunicações com a equipe em terra ficarão completamente cortadas, e a nave enfrentará temperaturas de até 2.760 graus Celsius.
- Antes da descida, a tripulação já realizou correção de trajetória, testou roupas para combater a ortostase e ajustou o ângulo de aproximação para gerar mais potência, visando a rota correta de retorno.
- Cerca de 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço se separa da Orion; depois há uma última manobra de ajuste de rota, chamada raise burn, antes da descida.
- O processo de desacoplamento, queda dos paraquedas e amortecimento na água levará 13 minutos no total; o splashdown está previsto para ocorrer perto de San Diego, na noite de 10 de abril, com recuperação pela USS John P. Murtha e evacuação médica, seguindo para a base naval.
O projeto Artemis II está prestes a concluir a missão de retorno à Terra. A cápsula Orion fará reentrada na atmosfera após 13 minutos de descida, percorrerá milhares de quilômetros sobre o Pacífico e tocará o oceano próximo à costa da Califórnia, em um ponto de splashdown previamente definido. O objetivo é retornar com segurança a uma equipe de quatro astronautas.
Durante a trajetória de retorno, a comunicação com a base ficará interrompida por parte do percurso, e a cabal reentrará em temperaturas extremas, chegando a cerca de 2.760 °C. O processo envolve correções de trajetória, ajustes manuais e o acionamento de sistemas de proteção térmica.
Victor Glover, um dos astronautas, já citou, em divulgação anterior, a reentrada como “subir por uma bola de fogo” na atmosfera, ressaltando o caráter intenso da etapa final da missão. O grupo vem conduzindo ensaios, treinos e verificações para garantir o controle do retorno.
Descida e reentrada
A cápsula se aproximará da Terra em cerca de 400 mil pés (121,9 mil metros) e seguirá até o sítio de pouso a quase 3,2 mil quilômetros da área inicial. Cerca de 24 segundos após a entrada, ocorrerá o blackout de plasma, interrompendo a comunicação por volta de seis minutos.
A Orion possui o maior escudo térmico já empregado em uma cápsula tripulada, responsável por proteger os ocupantes do calor extremo. Ao final do blackout, a velocidade autorizada para o desembarque será reduzida com a implantação de paraquedas.
Dois paraquedas-do tipo drogues, com diâmetro de sete metros, serão acionados a cerca de 7.6 mil metros de altitude, para reduzir a velocidade. Três paraquedas maiores continuarão a desacelerar a aeronave até a marca de 38 km/h, suficiente para o mergulho suave no Pacífico.
Recuperação e próximos passos
Ao atingir a água, airbags laranjas inflarão ao redor da cápsula, que ficará na posição vertical para facilitar a saída da tripulação. O retorno está programado para ocorrer próximo a San Diego, na noite de sexta-feira, 10 de abril, por volta de 20h07 no horário local de verão norte-americano (02h07 de sábado, CET).
Equipes a bordo do USS John P. Murtha acompanharão a operação de recuperação, com embarcações menores apoiando a equipe para avaliação inicial. Dois helicópteros levarão os astronautas a instalações médicas para checagens rápidas.
A cápsula será içada ao navio-mãe, percorrerá até a base naval mais próxima em 24 horas e, em seguida, seguirá para a NASA na Flórida para inspeções rápidas. As etapas subsequentes visam validar o retorno seguro e dar continuidade aos procedimentos de verificação.
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