- Pesquisadores identificaram o gene KLF5 como regulador central que pode acelerar a disseminação do câncer pancreático por meio de alterações epigenéticas.
- O estudo, publicado na revista Molecular Cancer em 2026 e liderado por Masahiro Maeda, mostra que o KLF5 reorganiza a estrutura do DNA e aumenta a atividade de genes, associando-se a tumores mais agressivos e com metástase.
- A tecnologia CRISPR foi usada para desligar genes e avaliar impactos; o KLF5 apresentou o maior efeito nas células metastáticas.
- Além do KLF5, o gene NCAPD2 e o MTHFD1 são regulados por ele, contribuindo para o empacotamento do DNA e o metabolismo celular, respectivamente.
- A descoberta abre caminho para terapias que modulam a atividade do KLF5, com potenciais tratamentos menos agressivos no combate às metástases do câncer pancreático.
Pesquisadores identificaram um gene que pode acelerar a disseminação do câncer pancreático. O estudo aponta o gene KLF5 como regulador central do crescimento e da invasão tumoral, por meio de alterações epigenéticas. A pesquisa foi publicada em 2026 na revista Molecular Cancer, com participação de Masahiro Maeda.
Os cientistas mostraram que o avanço da doença não depende apenas de mutações no DNA. Alterações epigenéticas, que reorganizam a expressão genética, atuam como motor nessa progressão. Níveis elevados de KLF5 foram associados a tumores mais agressivos e com maior capacidade de metastase.
Papel do gene KLF5 na progressão
Por meio de técnicas de edição genética, os pesquisadores utilizaram CRISPR para desligar genes e observar impactos. O KLF5 teve o efeito mais significativo, especialmente em células metastáticas, indicando seu papel central na disseminação tumoral.
O estudo também aponta que o KLF5 Modula o empacotamento do DNA, influenciando quais regiões genéticas ficam ativas. Além disso, o gene regula NCAPD2 e MTHFD1, fatores ligados à organização do material genético e ao metabolismo celular.
Implicações para o tratamento
Os dados sugerem caminhos terapêuticos mais específicos. Como o bloqueio completo do KLF5 nem sempre é necessário, estratégias direcionadas podem reduzir efeitos adversos. Medicamentos experimentais já avançam em modulação da atividade desse gene.
A descoberta reforça a visão de que alterações epigenéticas são motores da doença, não apenas mutações genéticas. Futuras abordagens poderão personalizar tratamentos, atacando mecanismos que controlam o comportamento das células tumorais.
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