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MP investiga empresa que faz auditorias médicas para planos de saúde

MPF investiga AdviceHealth por uso de profissionais sem habilitação para autorizar exames em planos de saúde

MP apura denúncias contra empresa responsável por fazer auditorias médicas para planos de saúde
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  • O Ministério Público Federal investiga denúncias contra a AdviceHealth, empresa de auditorias médicas contratada por planos de saúde, com sede em Florianópolis, Santa Catarina.
  • Alegações apontam uso de sistema automático para avaliações e a atuação de profissionais sem formação médica para autorizar ou negar procedimentos.
  • Um médico, Marcos Serra, recebeu cobrança de cirurgia de hérnia de disco após passar por autorização; ele participou da implantação de cirurgia de coluna por vídeo no Brasil e integrou o processo de inclusão da técnica na lista da ANS.
  • A denúncia, apresentada pela Aliança Nacional em Defesa da Ética em Saúde Suplementar, descreve casos como 222 processos sendo analisados por uma assistente de custos em quatro dias, além de atrasos no atendimento de câncer e de próteses.
  • A AdviceHealth sustenta que todos os pareceres são feitos por médicos especializados; o MPF informou ter pedido informações à ANS e ao Conselho Federal de Medicina, com apuração sendo conduzida pelos conselhos regionais dos médicos.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias contra a empresa AdviceHealth, responsável por auditorias médicas para planos de saúde. Segundo relatos de ex-funcionários e pacientes, a empresa, sediada em Santa Catarina, utiliza avaliações automatizadas e profissionais sem formação médica para aprovar ou negar procedimentos.

A apuração envolveu casos apresentados por pacientes e funcionários. Um médico, Marcos Serra, recebeu cobrança pelo procedimento após uma cirurgia de urgência para hérnia de disco. A operadora alegou que a técnica não estava autorizada pela ANS. Serra participou, antes, de ações ligadas à implantação de cirurgia de coluna por videoconferência no Brasil.

Yasmim, com problemas renais, relata dificuldade de autorização para sessões de hemodiálise. Ela sofreu internação após piora do quadro e descreve atrasos que impactaram o tratamento. Críticos apontam que o modelo de autorização de convênios pode atrasar ou limitar atendimentos essenciais.

Parte das queixas envolve a AdviceHealth, contratada para analisar pedidos médicos. A denúncia sugere uso de sistema automático para avaliações e de profissionais sem habilitação para emitir laudos. O material de 71 páginas descreve rotinas de avaliação, com casos de excesso de carga de trabalho em curto período.

O MPF informou ter solicitado informações à ANS e ao Conselho Federal de Medicina para avançar na investigação. A denúncia foi apresentada pela Aliança Nacional em Defesa da Ética em Saúde Suplementar.

Caso citado na denúncia aponta que uma funcionária sem formação clínica deveria analisar 222 processos em quatro dias. O documento ressalta gravidade das denúncias, demora no atendimento a pacientes com câncer e opções inadequadas para quem precisa de próteses, além de pedir medidas urgentes.

O caso de Yasmim já movimentou a Justiça: ela venceu a ação contra o plano de saúde, um ano após a tramitação. A AdviceHealth afirmou que todos os pareceres são emitidos por médicos especializados e que as análises são individualizadas, não automatizadas.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou conhecimento das denúncias, mas transferiu a apuração aos conselhos regionais. Em Santa Catarina, o CRM local informou que apura uma denúncia relacionada à empresa, sem divulgar andamento. Não houve notificação oficial do MPF até o momento.

O CRM do Rio de Janeiro informou não haver denúncia envolvendo a empresa. Já os conselhos de Minas Gerais afirmaram que não receberam queixas contra a AdviceHealth e que fiscalizam médicos, não instituições.

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