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Nova pesquisa revela resiliência climática em até 36% da Amazônia

Nova pesquisa aponta que 36% da Amazônia, em áreas de lençol freático raso, resistem à seca e aumentam biomassa, indicando potenciais refúgios para carbono e vida silvestre

Palm trees, which make up 20% of the trees in the Amazon, grow mixed among various tree and grass species in the southern Peruvian Amazon lowlands of Manu National Park.
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  • Pesquisas lideradas por Flávia Costa indicam que as áreas de água rasa da Amazônia correspondem a cerca de 36% da região e mostram resistência à seca, mantendo saúde e biomassa, com possíveis papéis como refúgios.
  • Palmeiras e outras árvores de zonas úmidas não apenas sobrevivem a secas intensas (2010 e 2015‑16) como apresentam regeneração e aumento de biomassa em seus troncos elevados.
  • Estudos, publicados em fevereiro no Journal of Ecology, sugerem que a hidrologia local e as interações climáticas ajudam a mitigar os impactos da seca nessas áreas.
  • Um estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences descreve que secas consecutivas em 2023–2024 prejudicaram a umidade e a dinâmica de biomassa em grande parte da Amazônia, com menos da metade das áreas afetadas devendo retornar aos níveis pré‑seca.
  • As pesquisas utilizam 25 parcelas de 1 hectare ao longo de 600 quilômetros da BR‑319, permitindo monitoramento contínuo desde 2009 em florestas de água rasa.

A nova pesquisa aponta que até 36% da Amazônia são áreas alagadas com água subterrânea rasa, que resistem melhor à seca. O estudo foca em florestas alagadas onde palmeiras e outras árvores mantêm saúde e biomassa mesmo sob estresses climáticos.

Conduzida pela ecologista Flávia Costa, a equipe acompanha 25 parcelas de 1 hectare ao longo de um transecto de 600 km no Brasil central-sul. O trabalho, iniciado em 2009, registra respostas de palmeiras e árvores a secas intensas.

O estudo, publicado em fevereiro na Journal of Ecology, sustenta que a hidrologia local e as interações climáticas limitam os impactos da seca nessas áreas. As florestas de baixa topografia compensam a falta de chuva via água subterrânea.

Contexto regional e impactos

Costa afirma que as áreas de água rasa podem funcionar como refugos para biodiversidade e como componentes estáveis de sequestro de carbono. O achado sugere direcionamento de ações de conservação para esses ambientes específicos.

A pesquisadora ressalta que as previsões de colapso não são uniformes em toda a Amazônia. Mesmo com riscos amplos, existem regiões com dinâmica estável que exigem proteção dedicada.

Metodologia e parcerias

As medições mensais em campo foram feitas ao longo de duas décadas, sem depender apenas de modelos. A equipe utiliza um isento de campo para monitorar o desempenho de palmeiras em áreas de baixa água subterrânea.

Especialistas independentes destacam o valor de dados de campo para respaldar políticas públicas. O estudo reforça a importância de incluir florestas de água rasa em avaliações climáticas e planos de conservação.

Perspectivas futuras

Os resultados não garantem permanência da resistência diante de mudanças climáticas contínuas. Ainda assim, destacam a relevância de proteger áreas com hidrologia estável, que podem manter serviços ecossistêmicos e funcionarem como referências para manejo adaptativo.

A pesquisa também aponta lacunas, incentivando mais estudos de campo nessas florestas rasas para entender a resiliência a longo prazo e o papel dessas áreas na recuperação de biomassa após eventos de seca extrema.

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