- Maine pode se tornar o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers com pelo menos 20 megawatts de potência, ainda sem sanção da governadora Janet Mills.
- A proposta, já aprovada pela Câmara e pelo Senado, prevê veto até novembro de 2027 e cria um conselho para acompanhar o uso de terra e água.
- Estima-se que projetos dessa capacidade consumam energia equivalente à demanda de mais de 15 mil residências.
- O estado já abriga apenas nove data centers em funcionamento, enquanto a Virgínia lidera com cento e dezenas de unidades.
- Parlamentares defendem que a medida visa evitar impactos nos custos de energia e no uso de água, enquanto opositores afirmam que já existem regras e que a proibição não é necessária.
O Maine pode se tornar o primeiro estado americano a proibir a construção de novos data centers com potência mínima de 20 megawatts. A Câmara e o Senado estaduais já aprovaram o projeto, que precisa da sanção da governadora Janet Mills para virar lei. A proposta prevê suspensão até novembro de 2027.
A decisão mira reduzir o consumo de energia, já que data centers costumam exigir grande eletricidade. Segundo o The Wall Street Journal, empreendimentos desse porte podem consumir energia equivalente ao consumo de mais de 15 mil residências. O estado já tem tarifas altas de energia.
O projeto cria ainda um conselho para propor medidas que assegurem a gestão de terra e água, buscando minimizar impactos à população. Deputadas e deputados divergem: há defensores da suspensão por motivos ambientais e de custo, e céticos quanto à necessidade de frear a expansão tecnológica.
Apenas nove data centers operam hoje no Maine, conforme o Data Center Map. Em contraste, a Virgínia soma 579 unidades, liderando o país. A discussão acontece em meio a preocupações sobre o impacto no custo de energia, infraestrutura e uso de água.
Outras jurisdições estudam medidas semelhantes. Virgínia, Geórgia e outros estados avaliam suspensões temporárias, acompanhando propostas em Nova York, Maryland e Oklahoma. No Congresso americano, não há lei federal para frear ou incentivar tais projetos.
Apesar da proximidade com o setor de IA, a medida no Maine não é vista como anti-inovação por seus defensores. O objetivo, dizem, é assegurar que grandes investimentos energéticos ocorram com responsabilidade ambiental e social.
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