- Nos três primeiros meses de 2026, quase 400 quilômetros quadrados de floresta foram desmatados na Amazônia, 7% a menos que no mesmo período de 2025.
- O valor do primeiro trimestre é o segundo menor da série histórica para a Amazônia, enquanto o Cerrado teve o segundo pior começo de ano, com aumento de 15% em relação a 2025.
- A Coalizão Brasil e a Conservação Internacional apontam que, apesar da queda, o desmatamento na Amazônia continua elevado.
- Especialista enfatiza que a queda demonstra eficácia das ações de preservação e que as políticas públicas precisam ser mantidas e fortalecidas.
- O pesquisador explica a diferença entre os biomas: no Cerrado, o desmatamento ocorre principalmente em imóveis rurais, com parte dentro da legalidade, o que envolve questões de gestão da água e da produção, sem relação direta com ilegalidade.
Nos primeiros três meses de 2026, a Amazônia registrou quase 400 quilômetros quadrados desmatados. O volume representa uma queda de 7% em relação ao mesmo período de 2025, apontando menor intensidade de devastação no início do ano. O levantamento é do Inpe.
Enquanto isso, o Cerrado apresentou um cenário oposto, registrando o segundo pior primeiro trimestre da série histórica, com crescimento de 15% ante o ano anterior. Os números destacam um caráter ainda desigual entre biomas brasileiros.
Amazônia e Cerrado: panorama distinto
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista Beto Mesquita, da Conservação Internacional, avaliou os números como positivos, mas alertou que o desmatamento na Amazônia ainda é elevado. Ele reconheceu a queda, mas friso que não foi suficiente para zerar o problema.
Mesquita ressaltou que a estratégia de preservação tem mostrado resultados e precisa ser mantida e ampliada. O especialista também destacou a importância da área para o equilíbrio climático global e para o regime de chuvas que alimenta regiões produtivas vizinhas ao Cerrado.
Segundo o especialista, a diferença entre os biomas se explica pela dinâmica de desmatamento. No Cerrado, grande parte ocorre em imóveis rurais privados, com parte dentro de limites legais, o que difere do cenário amazônico. O foco, diz, é definir o caminho de produção de água e progresso ambiental para o país.
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