- Desde 2014, Olivier Pucek, filho de mineiros, planta vinhas de chardonnay no terril d’Haillicourt, no Pas-de-Calais, região marcada pela mineração de carvão.
- O terreno, com exposição solar completa e solo negro rico em xisto e carvão, acumula calor durante o dia para liberar à noite, favorecendo a maturação das uvas.
- O traçado do terril, com 80% de inclinação e boa drenagem natural, aliado ao vento constante, cria um microclima que ajuda o cultivo em clima frio e úmido.
- A prática resulta na cuvée batizada de Charbonnay, um vinho seco que se destaca pela sutileza e aromas defumados do Chardonnay.
- Cerca de um terço da produção fica para eventos da cidade de Haillicourt; o restante é vendido a cavistas regionais e restaurantes, incluindo a Grenouillère do chef Alexandre Gauthier.
Desde 2014, Olivier Pucek, filho de mineradores, planta vinhas de chardonnay no terril de Haillicourt, no Pas-de-Calais. A iniciativa busca transformar a antiga estética industrial em produção de vinho, em uma região de clima desafiador.
O terril, local de referência na área, oferece relevo e solo que ajudam a regular temperatura. O projeto contou com a parceria de Henri Jammet, viticultor do sul do país, que apoiou Pucek na construção do projeto.
O terril fica exposto ao sol, com uma inclinação de até 80%, solos com traços de carvão e schiste, e drenagem natural. Esses fatores criam um microclima que favorece a maturação do Chardonnay, resultando em aromas com notas defumadas.
A cuvée desenvolvida recebeu o nome Charbonnay, jogo entre Chardonnay e carvão. O vinho, de perfil seco, tem ganhado aceitação pela sutileza e pela expressão do terroir, mesmo em clima frio e úmido da região.
Sobre a distribuição, um terço da safra é reservado à cidade de Haillicourt para eventos locais. O restante é comercializado por cavistes regionais e por restaurantes, incluindo estabelecimentos de alta gastronomia.
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