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Colecionadores de sementes lutam para salvar espécies nativas do País de Gales

Conservacionistas no País de Gales coletam sementes nativas para formar uma biblioteca genética capaz de restaurar ecossistemas após desastres

Ellyn kneels among dense green vegetation, holding an open cloth bag while carefully collecting seeds or plant material from the surrounding plants. Hedgerows and shrubs surround her. She has long dark hair and wears sunglasses and a blue and red plaid shirt over a blue top.
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  • Conservacionistas Ellyn Baker, 25, e Kevin McGinn, 38, recolhem sementes nativas para criar uma biblioteca genética que possa restaurar o ecossistema do País de Gales após desastres.
  • O trabalho acontece na National Botanic Garden of Wales, em Carmarthenshire, com sementes armazenadas em freezers de laboratório.
  • Um sexto das plantas de Gales está ameaçado, e perder espécies endêmicas pode impactar ecossistemas, polinizadores, safras e economia local.
  • Desde 2018, o banco de sementes de Gales já coletou mais de cinco milhões de sementes; metade fica no Millennium Seed Bank, no Sussex, com mais de dois bilhões de sementes armazenadas globalmente.
  • Em 2024, foram coletadas quase 500 mil sementes de dezoito espécies prioritárias, incluindo parentes de alface, cenoura, morango e quinoa, com planos de atingir cem coletas em dois próximos anos.

Ellyn Baker, 25, e Kevin McGinn, 38, atuam na coleta e preservação de sementes nativas do País de Gales. Eles alimentam uma biblioteca genética viva para restaurar ecossistemas após desastres.

O trabalho ocorre no Jardim Botânico Nacional de Wales, em Carmarthenshire, com freezers que guardam pacotes de sementes identificados. A meta é manter diversidade para recuperação ambiental.

As sementes não são apenas para cenários catastróficos. Já ajudaram a reabilitar espécies localmente ameaçadas e a manter espécies únicas da região, estimadas em cerca de 60 no país.

O papel da resiliência vegetal

Kevin afirma que uma perda global de plantas afetaria a resiliência dos ecossistemas a mudanças climáticas, doenças e eventos extremos. A diversidade facilita a recuperação ambiental.

Ellyn destaca que as janelas de semeação são curtas, às vezes de apenas alguns dias. Perder esse período pode atrasar restauros por anos.

A iniciativa integra a maior rede de sementes do mundo. Meio milhão de sementes vão para um cofre subterrâneo, no Millennium Seed Bank, no Reino Unido, para proteção adicional.

Contribuições e metas recentes

Desde 2018, o banco de sementes do País de Gales já coletou mais de 5 milhões de sementes. Metade fica em cofres de Lancaster para proteção contra enchentes, bombardeios e radiação.

Outra metade é armazenada nos laboratórios do Jardim Botânico Nacional de Wales. Antes, usavam freezers domésticos, hoje contam com equipamentos de nível laboratorial.

Em 2024, a equipe cadastrou quase 500 mil sementes de 19 espécies de parentes de culturas como alface, nabo, morango e quinoa. Pesquisas apontam potencial de uso farmacológico em alguns casos.

Kevin explica que, nos próximos dois anos, a meta é completar 100 coletas em locais de interesse científico. O objetivo é ter backups de plantas que possam desaparecer.

Conclusão

Se ocorrer um desastre que elimine populações vocais de plantas, esse acervo pode sustentar a recuperação ecológica do País de Gales. A avaliação é de que as sementes representam a única linha de defesa.

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