- Microplastics estão no ar das nossas casas e podemos inalar centenas de milhares a milhões deles por ano.
- Roupas de fibras sintéticas são grandes vilãs; lavagem, secagem e uso diários liberam fibras minúsculas no ambiente.
- A inalação pode ser a principal via de exposição, com o ar interno apresentando concentrações maiores do que o externo.
- Estimativas indicam que, nos EUA, uma pessoa pode inalar até 22 milhões de microplásticos por ano; bebês podem respirar entre 19 mil e 75 mil partículas por dia (1–10 µm) e adultos entre 28 mil e 108 mil por dia.
- Medidas sugeridas: instalar filtro na máquina de lavar, lavar em cargas maiores, secar ao ar quando possível e usar fibras naturais; mudanças de hábitos também ajudam.
O ar das casas contém microplásticos invisíveis, segundo estudos. A exposição pode chegar a centenas de milhares ou milhões de partículas por pessoa por ano. Pequenas mudanças no dia a dia ajudam a reduzir o contato.
Pesquisadores apontam que a maior parte da exposição ocorre em ambientes fechados. Estudos mostram que ambientes internos costumam ter concentrações bem superiores àquelas ao ar livre, mesmo com fibras naturais predominantes.
A pesquisa também aponta que objetos domésticos geram fibras microplásticas: roupas sintéticas, estofados, tapetes e roupas lavadas liberam partículas que viram poeira no ambiente. Pessoas respiram essas fibras durante o dia.
Indivíduos passam cerca de 90% da vida em ambientes internos em países desenvolvidos, o que eleva a possibilidade de inalação de microplásticos. Em alguns estudos, a concentração interna foi até oito vezes maior que a externa.
Fontes e medições
Medições em interiores costumam enfrentar desafios técnicos. Não existe um método padrão para quantificar com precisão as microfibras, o que dificulta comparar resultados entre pesquisas.
Em homes com roupas de fábrica, a contaminação pode aumentar, especialmente quando roupas, cortinas e móveis sofrem desgaste. Pesquisadores destacam que parte das partículas pode se alojar nos pulmões ou atingir tecidos.
Especialistas sugerem medidas simples para reduzir a exposição. Usar filtros em máquinas de lavar, lavar cargas completas e secar roupas ao ar livre sempre que possível são opções práticas.
Mudanças de hábitos e escolhas
O uso de materiais naturais, como algodão, lã ou linho, pode reduzir a quantidade de fibras liberadas. Além disso, evitar lavagens frequentes e secagem em ambientes sem ventilação pode diminuir a liberação de microfibras.
A transição para fibras naturais envolve trade-offs, como custo e maior consumo de recursos. Mesmo com melhorias, especialistas ressaltam que a poluição por microplásticos exige mudanças em nível de produção e consumo global.
Pesquisas indicam efeitos potenciais na saúde, sobretudo quando fibras menores entram em vias respiratórias. Partículas menores que 5 micrômetros podem atingir células e órgãos, gerando inflamações.
O cenário aponta que, além de medidas domésticas, há necessidade de ações sistêmicas para reduzir a produção de plástico. A mudança de hábitos é apenas uma parte da solução, segundo especialistas.
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