- Pesquisadores encontraram um katydid (inseto semelhante a gafanhotos) com coloração rosa intenso na ilha Barro Colorado, Panamá.
- O exemplar pertence à espécie Arota festae, geralmente verde, e a descoberta ocorreu em março de 2025.
- Em 14 dias de observação, a cor mudou de rosa-choque para rosa pastel e, finalmente, verde.
- A variedade rosa é muito rara; a espécie também ocorre no Panamá, Colômbia e Suriname, mas os indivíduos rosa são incomuns.
- Os autores estudam a hipótese de que o rosa pode servir para imitar o “delayed greening” de plantas, embora seja preciso mais dados para confirmar.
O que aconteceu
Em março de 2025, o biólogo Benito Wainwright e colegas estudavam esperanças de festa das folhas na ilha Barro Colorado, no Panamá, quando encontraram um estalo incomum: uma katyde iridescente cor-de-rosa intenso, da espécie Arota festae. Eles capturaram o exemplar e o mantiveram em cativeiro para observação.
Durante 14 dias, os pesquisadores registraram a mudança de cor da katydida por meio de fotos diárias, observando a transição de rosa-choque para rosa-claro e, por fim, para verde. O registro compõe-se em um estudo recente publicado pelos autores.
Quem está envolvido
O estudo é assinado por Benito Wainwright, da University of St Andrews, e colaboradores. A espécie Arota festae é conhecida por apresentar tonalidades verdes na natureza. Os pesquisadores destacam a raridade do achado na região.
Quando, onde e por quê
A descoberta ocorreu em Barro Colorado Island, no Panamá, em março de 2025. A presença de uma katydida rosa é considerada excepcional na área. Os autores discutem a hipótese de que a cor pode ter relação com estratégias de camuflagem ou com padrões de greening retardado de plantas locais.
Possíveis explicações e desdobramentos
A hipótese central sugere que o rosa pode mimetizar o atraso do verde em folhas de plantas da região, processo característico de várias espécies de plantas. A transição da cor rosa para verde ocorreu no mesmo intervalo observado para o adensamento de folhas jovens.
No entanto, o pesquisador Jeffrey Cole, especialista em evolução de katydídeos, ressalta que a evidência é preliminar, pois envolve apenas um indivíduo. A comunidade científica solicita estudos adicionais para confirmar se a mudança de cor ocorre com frequência ou é um fenômeno raro.
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