- Em abril de 1943, o químico Albert Hofmann, na Basileia, pesquisando ergot, sintetizou pela primeira vez o LSD e percebeu seus efeitos alucinógenos.
- Três dias depois, Hofmann ingeriu uma dose muito pequena, de cerca de 0,25 miligramas, e teve uma experiência intensa, com alterações de percepção.
- Ao retornar para casa de bicicleta, o passeio ficou marcado por visões e pela sensação de que objetos ganhavam vida; ele descreveu a sala como deformada.
- Hofmann informou a Sandoz, que começou a distribuir o LSD em hospitais psiquiátricos como Delysid, para uso em pesquisa clínica.
- O LSD acabou atraindo interesse militar e cultural, influenciando a contracultura; o Dia da Bicicleta, em 19 de abril, passou a simbolizar a história da droga.
Albert Hofmann, químico suíço, descobriu acidentalmente os efeitos alucinógenos do LSD em abril de 1943, em Basileia, na Suiça. A primeira experiência ocorreu durante a síntese de um composto ligado à ergot, fungo que cresce no milho. A curiosa reação levou a uma percepção alterada da realidade.
Três dias depois, Hofmann decidiu testar o composto em si mesmo. Iniciou com uma dose mínima, cerca de 0,25 miligramas, que prodigiosamente provocou sensações intensas. Ao retornar para casa de bicicleta, enfrentou desequilíbrios e alucinações que transformaram o trajeto em uma experiência extraordinária.
Ao entrar em casa, Hofmann descreveu mudanças visuais e perceptivas: objetos pareciam ter ganhado forma e significado próprios. A sala pareceu ganhando vida, e até itens comuns pareciam distorcidos. O episódio foi intenso o suficiente para deixá-lo temeroso de enlouquecer.
O episódio ficou conhecido como o primeiro “acz horse Bicycle Day”, celebrado anualmente em 19 de abril por estudiosos e entusiastas de LSD. A descoberta motivou pesquisas para uso terapêutico em psiquiatria e estimulou a indústria farmacêutica a explorar aplicações clínicas do composto.
Ainda assim, o LSD chamou atenção de serviços militares, que investiram em pesquisas secretas nos Estados Unidos sob o codinome MK-Ultra. A partir desse período, histórias de distribuição informal e de experimentação em larga escala ganharam notoriedade, alimentando o debate público.
Entre os conservadores da época, a reação foi de alerta ao uso não médico do LSD. Pesquisadores como Timothy Leary defendiam experiências coletivas, enquanto Hofmann alertava para os riscos de abusos. O empresário farmacêutico Sandoz avaliou aplicações psiquiátricas com cautela.
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