- A National Highways vai testar uma nova forma de plantar árvores ao longo da A‑14, admitindo que o desempenho anterior não foi suficiente.
- Mais de 860 mil árvores foram plantadas entre Cambridge e a A1 e boa parte morreu; entre 2022 e 2023 foram plantadas mais 165 mil árvores e arbustos.
- Os problemas incluem plantio na primavera, temporadas de calor extremo e falhas no manejo e preparo do local, como solo compactado e conflitos com drenagem.
- O novo piloto prevê mudas cultivadas em células, uso de micorrizas para retenção de água, adição de fertilizante e tapete mulch para proteção contra ervas e maior umidade.
- Especialistas ressaltam a necessidade de preparo adequado do terreno, cuidado após o plantio e contratos que valorizem a sobrevivência das árvores ao longo de anos.
O National Highways fará um teste de uma nova forma de plantio de árvores ao longo das estradas, após admitir que o desempenho anterior na plantação não foi suficiente. A iniciativa envolve a A14, entre Cambridge e Huntingdon, onde milhares de mudas morreram desde a conclusão da melhoria da via em 2020.
Entre 2020 e 2022, foram plantados cerca de 860 mil brotos na recuperação da A14. Em 2022-2023, mais 165 mil árvores e arbustos foram plantados. Moradores da região chegaram a plantar árvores ao longo de parte dos taludes da rodovia.
A principal dificuldade envolve a escolha da espécie, o manejo do solo, a preparação do terreno e os cuidados após o plantio. A seca, as altas temperaturas de verões recentes e o timing de plantio contribuíram para as perdas, mesmo com reposições subsequentes.
O que está mudando no processo de plantio
A equipe replantará parte das mudas com estratégias novas, incluindo mudas cultivadas em laboratório e o uso de micorrizas para melhorar a retenção de umidade. Será acrescentado fertilizante e instalado um tapete de cobertura para reduzir ervas daninhas e manter a umidade.
Além disso, o planejamento inclui maior atenção à preparação do solo, remoção de resíduos de obras e proteção contra impactos de animais. Técnicas de irrigação mais regulares serão aplicadas nos primeiros três anos após o plantio.
Contexto e perspectivas
Especialistas afirmam que a dificuldade não é exclusiva da A14 e envolve condições locais e cuidados contínuos. Há consenso de que contratos devem prever não apenas o plantio, mas a sobrevivência das árvores ao longo de anos iniciais.
O objetivo é avaliar se as novas medidas elevam a taxa de sucesso e salvam a fauna, a paisagem e os serviços ecológicos associados aos corredores verdes ao longo das estradas. O andamento do piloto será monitorado pela National Highways e por parceiros técnicos.
Entre na conversa da comunidade