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Números de borboletas caem, mas cinco espécies podem ficar mais comuns

Apesar de algumas espécies prosperarem, dados do UKBMS indicam queda em 33 de 59 espécies, com perdas mais acentuadas em habitats específicos

The Orange tip butterfly is doing well, with numbers significantly higher than in the 1970s
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  • Dados do UK Butterfly Monitoring Scheme, com cinquenta e nove espécies monitoradas desde 1976, apontam queda em trinta e três e aumento em vinte e cinco, enquanto uma espécie alpina não tem dados suficientes.
  • Em meio século, mais de quarenta e quatro milhões de registros e setecentos e oitenta e dois mil levantamentos mostram diferentes tendências entre espécies.
  • Espécies que vão bem incluem a admirável-dos-bordos (Red admiral), fêmea Comma e a tip, Orange tip, com aumento acima de quarenta por cento desde 1976; a Black hairstreak está se recuperando com conservação.
  • Espécies dependentes de habitats específicos sofrem mais: white-letter hairstreak caiu oitenta por cento; pearl-bordered fritillary caiu setenta por cento; small tortoiseshell caiu oitenta e sete por cento.
  • Paisagem, clima e conservação moldam os resultados: espécies adaptáveis prosperam em ambientes variados, enquanto habitats específicos enfrentam pressão; em 2025, o ano ficou na média, sem registros de melhor ano.

O monitoramento de borboletas no Reino Unido mostra que, apesar de algumas espécies ampliarem suas ocorrências, o quadro geral é de queda. Dados de meio século indicam que várias espécies distintas estão em declínio acentuado. O estudo analisa 59 espécies nativas monitoradas desde 1976.

A análise é fruto da UK Butterfly Monitoring Scheme (UKBMS), que reuniu mais de 44 milhões de registros em 782 mil pesquisas voluntárias ao longo de 47 anos. O projeto é um dos maiores e mais longos do mundo em ciência cidadã.

Entre as espécies, 33 tiveram queda, 25 apresentaram melhora e uma, a do monte, não tem dados suficientes para avaliação. O texto aponta variação entre espécies adaptáveis e especialistas.

Espécies que vão bem

Algumas borboletas, como a Red admiral, passaram a passar o inverno no Reino Unido com o aquecimento. A Comma tem se recuperado. O Orange tip registrou aumento superior a 40% desde 1976, e o Black hairstreak mostra recuperação devido a ações de conservação.

Conservação e atuação humana

O Large Blue também teve bom desempenho graças a esforços de proteção, após ter sido declarado extinto em 1979. A conservação enfatiza proteger e ampliar habitats, especialmente com mudanças no uso da terra e degradação ambiental.

Desafios para espécies especialistas

Borboletas ligadas a habitats específicos, como clareiras de bosques ou prados calcários, enfrentam declínios acelerados. A falta de novos habitats para colonizar dificulta a expansão de suas áreas de ocorrência.

Dados alarmantes

Algumas perdas são expressivas: a White-letter hairstreak caiu 80% desde o início do monitoramento, e a Pearl-bordered fritillary diminuiu 70%. Mesmo espécies mais adaptáveis apresentam tendências mistas; o Small tortoiseshell caiu 87%.

Participação pública e verificação

A escala do conjunto de dados revela esforço público expressivo: voluntários percorreram mais de 932 mil milhas em mais de 7.600 locais. A divulgação de dados ajuda a identificar onde as ações de conservação trazem efeito.

Importância da vigilância contínua

A iniciativa é vista como essencial para entender onde as medidas de conservação funcionam e onde são necessárias novas ações. A qualidade e a continuidade dos dados dependem da participação dos voluntários.

Habitat e alimentação

A maior parte da conservação visa proteger e ampliar habitats para borboletas, ante mudanças no uso da terra e degradação ambiental. Muitas espécies dependem de plantas específicas para se alimentar, dificultando a expansão sem novas áreas adequadas.

Exemplos de habitats específicos

O Duke of Burgundy depende de prímulas e prímulas, enquanto o Purple Emperor utiliza salgueiros. O Magdalen Hill Downs, reserva da Butterfly Conservation, mantém diversos habitats para sustentar a diversidade de espécies.

Ano mais recente e contexto

Mesmo em um ano historicamente ensolarado, favorável às borboletas, o ano de 2025 foi considerado apenas normal, sem registro de melhor ano para nenhuma espécie. O padrão acompanha resultados do Big Butterfly Count, com participação recorde, mas números médios.

Conclusão operacional

Os resultados destacam a necessidade de gestão de paisagens. A adaptação de espécies a ambientes amplos favorece sua sobrevivência, mas grupos mais exigentes continuam vulneráveis a mudanças climáticas e à perda de habitat.

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