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Fóssil raro mostra como surgiram os primeiros mamíferos

Fóssil de embrião de Lystrosaurus, com cerca de 252 a 250 milhões de anos, evidencia reprodução por ovos e reorienta a história evolutiva dos mamíferos

Espécime NMQR 3636 com reconstrução 3D e ilustração destacando ossos por cores distintas (Imagem: Benoit J, Fernandez V, Botha J (2026). PLoS One)
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  • Embrião fossilizado de Lystrosaurus, com idade estimada entre 252 e 250 milhões de anos, aponta reprodução por ovos.
  • Fóssil foi encontrado na África do Sul e analisado com tecnologia de ponta, incluindo escaneamento por radiação síncrotron, com publicação na revista PLOS One.
  • A mandíbula inferior do embrião não estava totalmente fundida, indicativo de embriões em ovo e de morte antes da eclosão.
  • A descoberta confirma que os ancestrais dos mamíferos eram ovíparos, contribuindo para entender a evolução até a lactação e ao nascimento vivo.
  • Lystrosaurus também é conhecido por ter sobrevivido à Grande Extinção, há cerca de 252 milhões de anos, e ovos maiores podem ter favorecido a sobrevivência em ambientes secos.

Durante muito tempo, cientistas debateram se os ancestrais dos mamíferos botavam ovos ou davam à luz filhotes vivos. Um fóssil de embrião, com cerca de 250 milhões de anos, encontrado na África do Sul, aponta que esses animais eram ovíparos. A peça é atribuída ao Lystrosaurus, terapsídeo ancestral dos mamíferos modernos.

A análise empregou tecnologia de ponta, com escaneamento por radiação síncrotron para revelar estruturas internas invisíveis a olho nu. O embrião preservado não trazia casca visível, mas a mandíbula inferior ainda não estava plenamente fundida ao crânio, sinal típico de embriões em ovos.

O fóssil foi descoberto há anos, mas só recentemente passou por estudo aprofundado. Técnicas de imagem permitiram visualizar a estrutura da mandíbula, evidenciando que o animal morreu antes de eclodir, corroborando a reprodução ovípara.

Tecnologia de imagem revela detalhes

Detalhes da mandíbula indicam que o embrião ainda era menos desenvolvido, como em aves e répteis em estágio pré-eclosão. A conclusão é de que o Lystrosaurus dependia de ovos, não de nascimento vivo.

A descoberta foi publicada na revista PLOS One. O estudo ressalta que o Lystrosaurus integrou um grupo de terapsídeos que antecedeu os mamíferos modernos, representando uma etapa crucial da evolução.

Impacto na história evolutiva

Além de esclarecer a reprodução, o achado ajuda a entender como surgiram características futuras, como lactação e nascimento vivo. A presença de ovos grandes é destacada como vantagem em ambientes secos, favorecendo a autonomia dos filhotes.

O Lystrosaurus também é lembrado pela sua sobrevivência à Grande Extinção, ocorrida há cerca de 252 milhões de anos. A combinação de estratégia reprodutiva e tamanho de ovos pode ter contribuído para a resistência durante o evento.

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