- Receita Federal apreendeu cerca de uma tonelada de produtos para emagrecimento proibidos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no 1º trimestre.
- A ação interceptou mais de setecentas remessas expressas vindas principalmente da China, com declaração de conteúdo falsa para burlar a fiscalização.
- Entre as encomendas havia peptídeos em pó destinados ao preparo de substâncias injetáveis, além de itens para sono e fins estéticos.
- Dentre os itens identificados, estava a retatrutida, medicamento experimental para obesidade e diabetes ainda sem liberação comercial.
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou nenhum produto apreendido; o uso sem registro representa risco à saúde e dificulta o controle de origem e formulação.
A Receita Federal apreendeu aproximadamente 1 tonelada de emagrecedores proibidos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A ação, divulgada nesta terça-feira (14.abr.2026), abrangeu mais de 700 remessas expressas interceptadas no 1º trimestre deste ano.
As encomendas continham peptídeos em pó destinados ao preparo de substâncias injetáveis. As cargas vieram principalmente da China e ingressaram no Brasil com declaração de conteúdo falsa para driblar a fiscalização alfandegária. Além dos emagrecedores, havia itens voltados ao sono e a fins estéticos.
Encomendas apreendidas e origem
Entre as cargas, foram identificados compostos como a retatrutida, medicamento experimental para obesidade e diabetes ainda em fase de testes. O órgão ressaltou que nenhum produto conta com aprovação da Anvisa.
Embora o Brasil permita alguns peptídeos para emagrecimento, como tirzepatida indicada em alguns fármacos, nenhum item apreendido possui aval regulatório. A ausência de registro sanitário impede o controle da origem, formulação e segurança dos componentes injetados.
Risco à saúde
O uso dessas substâncias sem autorização representa risco direto à saúde da população. Fiscais destacam que a irregularidade impede monitoramento sobre qualidade e procedência dos fármacos. A operação segue em análise para identificar responsáveis pelas envios.
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