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Irã se prepara para executar a primeira mulher em meio a protestos

Bita Hemmati será executada, assim como o marido e outros dois homens, acusada de crimes como uso de explosivos e armas e perturbação da segurança nacional.

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  • O Irã se prepara para executar a primeira manifestante mulher ligada aos protestos de janeiro, segundo organizações de direitos humanos.
  • Relatórios apontam mais de 1.600 enforcamentos no último ano, incluindo casos relacionados aos protestos.
  • Bita Hemmati, o marido Mohammadreza Majidi-Asl e mais dois manifestantes — Behrouz Zamaninejad e Kourosh Zamaninejad — foram condenados à morte por enforcamento por um Tribunal Revolucionário de Teerã, presidido pelo juiz Imam Afshari.
  • A sentença afirma que eles atiraram blocos de concreto do prédio onde moravam contra as forças de segurança; a leitura também atribui ações em nome dos Estados Unidos.
  • O Centro Abdorrahman Boroumand e outras entidades indicam que Bita pode ser a mulher mostrada em vídeo veiculado pela televisão estatal; o regime é acusado de forçar confissões sob tortura e coação; a data da execução não foi divulgada.

O Irã se prepara para executar a primeira manifestante mulher ligada aos protestos que varreram o país em janeiro. Organização de direitos humanos aponta que mais de 1.600 pessoas teriam sido enforcadas no último ano, incluindo ligados aos protestos.

Bita Hemmati, o marido Mohammadreza Majidi-Asl e mais dois manifestantes — Behrouz Zamaninejad e Kourosh Zamaninejad — teriam sido condenados à morte por enforcamento por um Tribunal Revolucionário de Teerã, presidido pelo juiz Imam Afshari, segundo o jornal Sun.

A sentença envolve acusações de atirar blocos de concreto do prédio onde moravam contra forças de segurança, durante as manifestações. A leitura final também citou atuação em nome dos Estados Unidos, conforme a agência Human Rights Activists News Agency.

O Centro Abdorrahman Boroumand (ABC) sustenta que Bita Hemmati pode ter sido a mulher retratada em vídeo exibido pela televisão estatal em janeiro, interrogada pela Guarda Revolucionária Islâmica. O regime é acusado de forçar confissões sob tortura e estresse extremo.

Ainda não há data definida para a execução, segundo autoridades locais. Organizações de direitos humanos acompanham o caso e destacam preocupações sobre o devido processo e condições de detenção.

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