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Satélites revelam expansão do garimpo em terras Kayapó

MAAP aponta expansão de garimpo ilegal no território Kayapó, com quase oito mil hectares desmatados desde 2018 e novas operações em 2025

Banner image: Pista Velha mining site in the Baú Indigenous Territory captured during an overflight on July 19, 2025. Image courtesy of the Xingu+ Network.
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  • O território Kayapó, na bacia do Xingu, é um dos maiores focos de garimpo ilegal na Amazônia brasileira, com desmatamento de 7.940 hectares desde 2018; 140 hectares foram desmatados em 2025.
  • A Bacia do Xingu, que atravessa Pará e Mato Grosso, registra um dos maiores índices de desmatamento por garimpo ilegal no país.
  • Em maio de 2025, o governo realizou operação para retirar garimpeiros ilegais, destruindo 25 grandes lavras, quase 1.000 acampamentos e mais de 400 motores; foram apreendidos 63 gramas de ouro e quase 500 quilos de cocaína e pasta base.
  • Em outubro de 2025, as atividades de garimpo voltaram a avançar, com mais 15 hectares desmatados na região.
  • Entre 2018 e 2024, cerca de 16 mil hectares foram desmatados pela mineração na região, com additional 400 hectares de desmatamento relacionados a garimpo em 2025, afetando áreas protegidas e terras indígenas, e elevando riscos ambientais e de saúde pública.

O território indígena Kayapó aparece como um dos principais pontos de atividade de garimpo ilegal na Amazônia brasileira, segundo o novo relatório do Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP). O estudo usa imagens de satélite para mapear o avanço da mineração na região do Xingu, no Pará.

Entre 2018 e 2024, cerca de 7.940 hectares de floresta na terra Kayapó foram derrubados para mineração, conforme o MAAP. Em 2025, a derrubada associada ao garimpo atingiu aproximadamente 140 hectares. A área faz parte do corredor do Xingu, uma bacia de mais de 51 milhões de hectares.

O Xingu, que corta Pará e Mato Grosso, abriga um dos mais intensos bombardeios de desmatamento por garimpo ilegal do país. Operações do governo em maio de 2025 tinham como alvo garimpeiros, com destruição de máquinas e acampamentos, e apreensões de ouro e substâncias controladas. Em junho, houve novo registro de desmatamento ilegal.

Entre outubro de 2025, a atividade de garimpo voltou a avançar na região, com mais 15 hectares de desmatamento constatados pelas imagens de satélite. Dados de 2018 a 2024 apontam destruição de cerca de 16.000 hectares de floresta na área, mais 400 hectares de garimpo em 2025, até setembro.

Implicações e áreas atingidas

O relatório destaca que o garimpo ilegal no Xingu não é um fenômeno isolado. A expansão envolve territórios indígenas e áreas protegidas, indicando uma rede de apoio que sustenta a operação, com impactos relevantes para comunidades locais e ecossistemas.

O uso de mercúrio na mineração contamina rios essenciais para abastecimento, banho e pesca. Estagnações de resíduos de mineração também representam riscos de saúde, com ocorrências de doenças transmitidas por mosquitos em regiões próximas. As bacias afetadas abrangem áreas de proteção ambiental e terras indígenas, incluindo Kayapó, Baú, Kuruaya, Trincheira Bacajá e Apyterewa.

Territórios afetados e próximos passos

No Baú, apenas em 2025, 10 hectares foram derrubados para garimpo. Em Kuruaya, satélite detectou 4 hectares adicionais de desmatamento. As informações de MAAP apontam para uma pressão contínua sobre áreas protegidas da região, demandando monitoramento e ações de fiscalização mais eficazes.

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