- O governo Australiano listou as florestas de alpine ash (eucalipto-delegatensis) do continente como comunidade ecológica ameaçada, citando incêndios mais frequentes e severos e mudanças climáticas.
- As florestas ficam em áreas de montanha de Victoria, New South Wales e território da Capital Australiana, entre 900 e 1.500 metros de altitude, em solo tradicional de povos First Nations.
- A decisão foi baseada em avaliação do Threatened Species Scientific Committee, com consulta pública e participação de especialistas florestais; mudanças substantivas devem reduzir impactos de atividades que prejudiquem as áreas.
- A comunidade de conservação apoia a listagem; cientistas alertam para ameaça existencial e um sinal de alerta aos australianos. Empresas madeireiras e gestores de floresta contestam a medida, dizendo que o ecossistema já está majoritariamente preservado.
- Não houve plano de recuperação específico, mas o Conservation Advice orienta ações para gerenciar as ameaças, incluindo proteção de remanescentes velhos e de recrescimento frente a futuros incêndios; mais de 80.000 hectares foram perdidos nos incêndios de 2019-2020.
Austrália classifica florestas de alpine ash continental como ecossistema em extinção. Governo listou as florestas no território continental como endangered, citando incêndios cada vez mais graves, frequentes e mudanças climáticas como ameaças persistentes. Conservacionistas apoiam a decisão, setor de madeira e silvicultura questiona.
As florestas de alpine ash ocorrem em encostas altas de Victoria, New South Wales e ACT, a 900–1.500 metros de altitude. São dominadas pelo Eucalyptus delegatensis, com importância cultural para várias comunidades indígenas.
Essas florestas abrigam espécies diversas, incluindo lyrebirds e quolls de cauda manchada. Cavidades de árvores velhas são habitat crucial para o marsupial Leadbeater’s possum, atualmente em estado crítico.
Autoridade ambiental informou que o processo envolveu avaliação do Threatened Species Scientific Committee, consulta pública e contribuições de especialistas em florestas. A decisão implica que atividades com potencial de dano às florestas exijam evitar impactos ou demonstrar ganho líquido ambiental.
Associações locais elogiam o ato; especialistas destacam que o status de extinção é um alerta para a proteção de ecossistemas. Organizações industriais divergem, afirmando que a extensão geográfica da floresta caiu pouco desde 1750.
O anúncio, entretanto, não se apoia apenas na perda de área. Segundo o DCCEEW, a condição e a função do ecossistema deterioram-se com frequência de incêndios e recuperação dificultada. Em 2019-2020, mais de 80 mil hectares foram devastados por incêndios sazonais.
Ressalta-se que a floresta demora cerca de 20 anos para maturidade reprodutiva. A vegetação jovem fica particularmente vulnerável a incêndios repetidos, dificultando a regeneração natural.
Não houve plano de recuperação obrigatório, mas o documento de Conservação oferece orientações para manejo de ameaças. Entre as medidas estão proteção de estágios antigos e manejo de reflorestamento frente a novos incêndios.
A decisão também visa orientar ações públicas e privadas na gestão de riscos, com foco na preservação de habitats-chave e na resiliência do ecossistema frente a eventos climáticos extremos.
Entre na conversa da comunidade