- Zé Felipe contou em podcast que enfrentou crise de ansiedade no último ano e acabou desenvolvendo dependência de remédios para dormir e para “fugir da realidade”.
- A psiquiatra Renata Verna explica que uso progressivo e contínuo de remédios, incluindo os voltados à saúde mental, pode gerar dependência e tolerância, com necessidade de dose maior.
- O artista relatou ter chegado a tomar cerca de 10 comprimidos para dormir, além de 35 gotas de outro medicamento.
- O modo de uso — automedicação, uso para fugir de emoções e aumento de dose sem indicação médica — é apontado como fator crucial para a dependência.
- Ao buscar ajuda, Zé Felipe passou por avaliação médica e psicológica, identificou baixos níveis de vitamina D e cortisol elevado, iniciou reposições e therapy, ressaltando a importância da terapia.
O cantor Zé Felipe revelou, durante o podcast PodCats, que enfrentou uma crise de saúde mental no último ano e desenvolveu dependência de remédios para lidar com a ansiedade. O relato ocorreu em entrevista conduzida por Mari Menezes e Camila Loures.
Ele descreveu episódios de falta de ar, palpitações e insônia, associando-os ao uso de remédios como forma de fugir da realidade. Zé Felipe afirmou ter chegado a consumir grandes quantidades de comprimidos e gotas, buscando alívio imediato.
Especialistas explicam que o uso progressivo de medicamentos, mesmo os prescritos para saúde mental, pode levar à dependência quando há automedicação, uso fora da indicação médica e aumento de dose sem orientação.
Riscos e sinais de dependência
A psiquiatra Renata Verna alerta que a dependência pode ocorrer com o uso contínuo de benzodiazepínicos, que atuam no sistema GABA e oferecem alívio rápido, mas elevam a tolerância com o tempo. A situação pode exigir doses maiores para manter o efeito.
No caso de Zé Felipe, a forma de uso foi apontada como fator crucial: o uso como fuga emocional, a automedicação e o aumento de dose sem orientação médica sinalizam perda de controle do tratamento. A médica destaca que o medicamento deve acompanhar o tratamento, não substituí-lo.
Caminho para tratamento e desfecho
Ao perceber a intensidade da dependência, o cantor buscou ajuda profissional. Foram identificados baixos níveis de vitamina D e cortisol elevado, levando às reposições hormonais e a iniciação de terapia. O cantor também passou a seguir acompanhamento médico e psicológico.
A médica reforça que a medicação isolada raramente resolve a base do problema e que ajuste de dose, monitoramento e reavaliações são essenciais. O tratamento deve incluir terapias complementares para melhorar o quadro emocional.
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