Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Colômbia convoca coalizão de dispostos para romper impasse global sobre fósseis

Colômbia lidera coalizão de países dispostos à transição, tentando romper impasse global sobre combustíveis fósseis na cimeira de Santa Marta

Protesters carry three coffins with 'coal', 'oil' and 'gas' written on them through the streets.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Colômbia, com a Holanda como co-convocadora, organiza, em Santa Marta, nos dias 28 e 29 de abril, uma conferência para iniciar a transição de combustíveis fósseis.
  • Mais de cinquenta países apoiam a iniciativa, tentando romper o impasse das conferências climáticas da ONU em torno dos fósseis.
  • Os países confirmados somam cerca de um quinto da produção global de combustíveis fósseis e um terço da demanda; grandes economias como Estados Unidos, China, Índia, Rússia e estados do Golfo não estarão presentes.
  • O objetivo é produzir um relatório de cientistas sobre como fazer a transição e um conjunto de propostas de financiamento para países em desenvolvimento, além de realizar um “summit” popular com povos indígenas e grupos marginalizados.
  • A ministra colombiana do meio ambiente, Irene Vélez, defende stoppage de novas licenças de extração e uma economia orientada para a vida, com foco em energias renováveis, turismo e agroindústria.

A Colombia uniu-se a uma coalizão de países dispostos a romper o impasse das negociações climáticas globais ao lançar, ao lado dos Países Baixos, a conferência Santa Marta, que acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, na Colômbia. O objetivo é debater a transição para energia sem combustíveis fósseis, com apoio de mais de 50 países e participação de delegações selecionadas. A iniciativa surge de frustrações com as cúpulas da ONU, onde fósseis ganharam pouca ou nenhuma prioridade recentemente.

A audiência envolve representantes de governos, sociedade civil e comunidades locais. Irene Vélez Torres, ministra colombiana do Meio Ambiente, presidirá as sessões. O país, grande exportador de carvão e petróleo, assume o papel de anfitrião para buscar caminhos práticos rumo a uma transição energética, mesmo diante da atual volatilidade energética mundial.

O encontro ocorre em Santa Marta, numa conjuntura de tensões geopolíticas ligadas a conflitos no Oriente Médio e impactos sobre os preços de energia. A conferência surge como reação à dependência de combustíveis fósseis e à necessidade de reduzir impactos econômicos, sociais e ambientais, especialmente para nações vulneráveis.

Entre os signatários, figuram países como Reino Unido, União Europeia, Canadá e Austrália, além de nações em desenvolvimento. Estão confirmados representantes de Indonésia, México, Nigéria e Brasil, entre outros. Alguns dos maiores emissores globais não participam ou enviam delegações limitadas.

O objetivo central é produzir um relatório técnico sobre a transição, elaborado por cientistas, e um segundo com propostas de financiamento para países em desenvolvimento. A iniciativa pretende ser complementar aos trabalhos da COP, não substituí-los.

A organização planeja também um “encontro do povo” durante a conferência, assegurando a participação de povos indígenas, comunidades afrodescendentes e movimentos sociais. Espera-se a participação de cerca de 2.800 representantes.

Para Vélez, a escolha de não ampliar licenciamentos de novos recursos fósseis colombianos sinaliza um marco. A ministra afirma que o país busca caminhos alternativos, como energia renovável, turismo e agricultura, para sustentar a economia sem depender de óleo, gás e carvão.

Especialistas destacam que a mudança de cenário depende de apoio financeiro para a transição. Líderes de think tanks e organizações ambientais ressaltam a necessidade de mecanismos de financiamento acessíveis e transferência de tecnologia sem onerar países em desenvolvimento.

Enquanto alguns países planejam ampliar a produção de fósseis, a conferência de Santa Marta é apresentada como espaço para fortalecer compromissos de transição energética. A iniciativa visa consolidar uma agenda de mudança modelada pela experiência colombiana e pela cooperação entre nações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais