- Órgãos de saúde alertam para os riscos do uso indiscriminado de suplementos à base de curcumina, principal componente da cúrcuma, visando danos hepáticos.
- A Anvisa emitiu comunicado sobre abuso da curcumina; alertas semelhantes foram feitos por Itália, França, Alemanha, Austrália e Canadá.
- O fígado é o principal órgão afetado, especialmente em quem tem doenças hepáticas, obesidade, hipertensão ou consome álcool em excesso.
- Sinais de alerta incluem icterícia, cansaço e perda de apetite; o uso prolongado de cápsulas de alta concentração aumenta o risco de lesões.
- Além do fígado, a curcumina em doses elevadas pode irritar o trato gastrointestinal e pode haver interação com anticoagulantes; a suplementação deve ser orientada por médico.
A Anvisa emitiu comunicado alertando sobre o abuso de suplementos à base de curcumina, componente principal da cúrcuma. Órgãos reguladores de diversos países já sinalizam riscos do consumo indiscriminado. O alerta envolve a possível até danos hepáticos.
O fígado é o principal órgão afetado, pois atua no metabolismo de toxinas, medicações e suplementos. Altas doses de curcumina podem desencadear lesões hepáticas, especialmente em quem já tem problemas no órgão.
O alerta ocorre em meio a relatos de uso prolongado de cápsulas com alta concentração da substância. Médicos ressaltam que pessoas com cirrose, esteatose, obesidade, hipertensão ou consumo excessivo de álcool apresentam maior vulnerabilidade.
O risco não fica apenas no fígado: a curcumina pode irritar a mucosa do trato gastrointestinal, provocando náuseas, dor abdominal e diarreia. A Anvisa lista esses sintomas como possíveis efeitos colaterais.
Interação medicamentosa é outro ponto levantado. Anticoagulantes, por exemplo, podem ter sua ação alterada pela curcumina, trazendo precaução para quem faz uso de esses fármacos.
A percepção de que tudo natural é seguro é questionada pelos especialistas. O uso indiscriminado de vitamínicos também é motivo de preocupação, com risco de acúmulo de lipossolúveis em doses elevadas.
Curcumina, a estrela do tema, é vendida em diferentes formulações, inclusive com maior absorção. A combinação com piperina aumenta a biodisponibilidade, o que pode potencializar efeitos.
Curcumina na prática
A cúrcuma tem ação anti-inflamatória comprovada, mas o uso de cápsulas em altas concentrações requer cuidado. Pacientes com doenças hepáticas devem buscar orientação médica antes de iniciar suplementos.
A cúrcuma é extraída do rizoma da Curcuma longa, originária da Ásia. O tempero também é conhecido como açafrão-da-terra e, no preparo culinário, costuma ser usado com azeite ou óleo para melhorar a absorção.
Culinariamente, a cúrcuma aparece em curry com pimenta, gengibre, canela, cravo e coentro. Nesse uso, o consumo é considerado seguro quando inserido a um estilo de vida saudável e equilibrado.
Orientação e cautela
Especialistas destacam a necessidade de exames para identificar deficiências antes de suplementar. A orientação médica é essencial para definir doses e duração do uso de curcumina.
Diversos países já reforçam a cautela com suplementos à base de curcumina. Reguladores indicam que pacientes com condições de saúde e uso de medicamentos devem consultar profissionais antes de consumir.
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