- A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba e o óbito de um homem de 38 anos em Cunha.
- Segundo o boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica, nenhum dos três casos tinha histórico de vacinação.
- A febre amarela é transmitida por mosquitos, com ciclo urbano (Aedes aegypti) e ciclo silvestre (Haemagogus e Sabethes); atualmente, o ciclo silvestre predomina no Brasil.
- Sintomas variam de febre, calafrios e dor a piora com icterícia, hemorragias e risco de falência de órgãos; 20% a 50% dos casos graves podem levar à death, exigindo atendimento médico imediato.
- A vacinação é a principal prevenção, com dose única de uso vital no SUS; não é indicada para alguns grupos específicos, como menores de nove meses, entre outros critérios médicos.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (16), três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba. O óbito de um homem de 38 anos ocorreu em Cunha, cidade do interior. A confirmação veio por meio do boletim do CVE.
Segundo o documento, nenhum dos três pacientes tinha histórico de vacinação contra a doença. A febre amarela é uma infecção febril aguda com risco de falência de órgãos, transmitida por mosquitos.
A doença apresenta dois ciclos de transmissão: urbano e silvestre. No Brasil, o ciclo atual é predominantemente silvestre, com mosquitos Haemagogus e Sabethes envolvidos na transmissão entre primatas e humanos.
Sintomas
Os sinais podem incluir febre repentina, calafrios, dor de cabeça e no corpo. Em alguns casos, há icterícia, sangramentos e falência orgânica. Entre 20% e 50% dos casos graves podem levar à morte.
Tratamento
O manejo é principalmente de suporte, com acompanhamento em UTI em quadros graves. Não há medicamento específico para combater o vírus. O uso de AAS deve ser evitado devido ao risco de hemorragias.
Vacina
A vacinação é a principal forma de prevenção, oferecida gratuitamente pelo SUS. A dose única protege de 95% a 99% em adultos e cerca de 90% em crianças, com recomendação de ter 10 dias de proteção antes de deslocamentos para áreas de risco.
Fonte: Gabriela Maraccini, CNN Brasil.
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