- O naufrágio de Anticítera fica a 50 metros de profundidade no Mar Egeu e é o depósito de arte clássica mais valioso já encontrado na região.
- Entre as peças recuperadas estão braços de bronze, cabeças de mármore em escala real e o Mecanismo de Anticítera, um antigo computador astronômico.
- Novas expedições identificaram membros de estátuas monumentais e restos estruturais da embarcação de madeira.
- Tecnologias como veículos submersíveis autônomos e escâneres de alta resolução permitem mapear o leito marinho em 3D e proteger as peças frágeis.
- O Ministério da Cultura da Grécia coordena a preservação do sítio e a conservação das obras em laboratórios em Atenas, com apoio internacional.
O naufrágio de Anticítera, a cerca de 50 metros de profundidade na região do Mar Egeu, guarda o que é considerado o maior acervo de arte clássica submersa já encontrado na Grécia. Navio comercial romano repousa no fundo, preservando estátuas de mármore e peças de bronze com cerca de 2 mil anos de idade.
Arqueólogos suíços e gregos conduzem escavações sistemáticas para recuperar fragmentos cobertos pela areia ao longo de décadas. A descoberta mais recente inclui braços de bronze e cabeças monumentais em mármore, evidenciando a complexa logística de obras de arte na época.
O local ganhou projeção mundial pelo Mecanismo de Anticítera, um dispositivo astronômico antigo. A atual expedição reforça o papel do sítio como cápsula do tempo da cultura clássica e do comércio artístico durante a expansão romana.
Novos achados e técnicas
As escavações recentes identificaram membros de estátuas de grande escala e restos estruturais da embarcação de madeira. Um braço de bronze, bem preservado, pertence a uma figura masculina imponente, destacando a qualidade da fundição antiga.
O mapeamento tridimensional, feito com submersíveis autônomos e scanners de alta resolução, permite localizar objetos sob sedimentos e conchas calcificadas. A metodologia garante a proteção das peças frágeis e a segurança dos mergulhadores.
Papel da Grécia na preservação
O Ministério da Cultura coordena a proteção do sítio contra saque e danos ambientais. Peças recuperadas passam por conservação química em laboratórios de Atenas, para serem exibidas em museus nacionais de forma segura e acessível ao público.
Instituições internacionais, incluindo a Escola Suíça de Arqueologia na Grécia, apoiam pesquisas para decifrar os segredos da carga romana. O trabalho contínuo amplia o conhecimento sobre a logística naval antiga e o comércio de arte.
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