- Perfil usa imagens geradas por IA para se passar por funcionária do Atacadão e vender conteúdo sexual no Telegram.
- No Instagram, o perfil acumulou mais de 75 mil seguidores; no TikTok houve deleção da página.
- Atacadão repudiou o uso de sua identidade visual, acionou a segurança da informação e pediu a remoção das páginas junto a Meta (Instagram) e TikTok.
- Especialistas apontam indícios de IA: pele com manchas, fundos estáticos e movimentos da boca fora de sincronização; destacam necessidade de clareza sobre a origem do conteúdo.
- Jurídicamente, a venda de conteúdo sexual em si não é crime, mas pode configurar estelionato ou extorsão se houver indução ao pagamento ou uso indevido da marca; recomenda-se guardar provas e buscar autoridades.
Um perfil criado com imagens de IA se passa por uma funcionária do Atacadão e vende conteúdo sexual no Telegram, atraindo milhares de seguidores. A atuação envolve nomes que simulam ser Bia do Atacadão, originalmente descrita como mulher de 24 anos, moradora de São Paulo. O Atacadão repudiou o uso indevido da marca e da identidade visual em conteúdos desse tipo.
Segundo a empresa, foram acionadas a segurança da informação e medidas com as plataformas, visando apagar as páginas. O Instagram chegou a ter mais de 75 mil seguidores entre ativos e removidos, enquanto o TikTok, com alcance menor, já derrubou a página correspondente. As ações continuam em monitoramento para evitar novos perfis idênticos.
As imagens levam seguidores a um grupo privado do Telegram, com mais de 12 mil inscritos, que comercializa conteúdo sexual sem esclarecer que se trata de IA. A mensagem de boas‑vindas no grupo indica que a pessoa é apenas aparentando ser simpática, ocultando o funcionamento do conteúdo.
Aspectos técnicos e evidências de IA
Especialistas apontam sinais de geração por IA, como manchas na pele e fundos estáticos com iluminação constante. O movimento de fala não acompanha exatamente o que é dito, indica análise de peritos em tecnologia. A conclusão, no entanto, é de que o material é gerado por IA, com alto grau de artificialidade na estética.
Questões legais e responsabilidades
Especialistas destacam que a venda de conteúdo sexual não é crime por si, mas o caso pode caracterizar estelionato, quando há indução de pagamentos sob falsa identidade. A apropriação de identidade de uma marca para ganhar credibilidade também entra no debate. Discussões apontam para a necessidade de transparência sobre conteúdos gerados por IA.
Repercussão e próximos passos
O Instagram não comentou o caso, o TikTok informou ter deletado o perfil por violar diretrizes, e o Telegram não respondeu. O Atacadão afirma manter o monitoramento e reforçar medidas para coibir perfis semelhantes. As vítimas são orientadas a guardar provas e buscar autoridades, conforme orientação de especialistas.
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