- Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa, entrou na lista Time 100 de 2026, na categoria Pioneiros.
- Em 2025, recebeu o Prêmio Mundial de Alimentação, conhecido como “Nobel da Agricultura”.
- Seu trabalho envolve insumos biológicos que permitem às plantas obter nitrogênio naturalmente, reduzindo fertilizantes sintéticos.
- Cerca de 85% da soja brasileira já utiliza microrganismos desenvolvidos a partir dessas tecnologias, gerando economia agrícola e menos impactos ambientais.
- As inovações ajudam a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa, integrou a lista Time 100 de 2026 na categoria Pioneiros. O reconhecimento se soma ao Prêmio Mundial de Alimentação, recebido em 2025, conhecido como Nobel da Agricultura.
Hungria é reconhecida por desenvolver insumos biológicos que permitem às plantas captar nitrogênio de forma natural, reduzindo a dependência de fertilizantes sintéticos. Segundo a Time, cerca de 85% da soja cultivada no Brasil já utiliza microrganismos originados de seu trabalho.
As tecnologias associadas já resultaram em economia para o setor agrícola e redução de emissões. Estima-se uma economia de bilhões de dólares e a evitar cerca de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, com impactos também na qualidade do solo.
Contribuições e alcance
A publicação cita ainda a participação de Mariangela na ampliação do uso de inoculação e coinoculação na soja, práticas adotadas amplamente no país. Em entrevista, a Embrapa reforçou que o reconhecimento evidencia a ciência brasileira no cenário global.
Além de Mariangela, a lista da Time traz outros brasileiros em diferentes categorias, como Luciano Moreira, que atua na área de controle de doenças transmitidas por mosquitos. A seleção é feita por curadoria editorial e busca diversidade de áreas e perfis.
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