- Três em cada dez cuidadores de pessoas com autismo estão desempregados; 92,4% são mulheres e, entre quem trabalha, 22% são servidores públicos.
- Em 76,6% das famílias há uso de algum direito ou benefício governamental; entre eles, Cartão de identificação da Pessoa com TEA (36,7%) e atendimento preferencial (30%).
- A maior parte de quem tem autismo é menor de idade: 72,1% têm entre 0 e 17 anos, enquanto 27,9% têm entre 18 e 76 anos.
- As terapias mais citadas são psicoterapia (52%), terapia ocupacional (39,4%) e fonoaudiologia (38,9%).
- O diagnóstico ocorre principalmente na primeira infância: 51,71% entre 0 e 4 anos; 69% dos registros são de 2020 a 2024, com a família sendo quem identifica os sinais em 56% dos casos.
A pesquisa Map Autismo Brasil aponta que 3 em cada 10 cuidadores de pessoas com TEA estão desempregados, situação associada à demanda de cuidados. O estudo, divulgado em 2025, revela ainda que 92,4% dos cuidadores são do sexo feminino.
Entre os que atuam no mercado formal, a maior parte atua como servidores públicos, representando 22%. Em termos de gênero, a participação feminina é dominante entre os responsáveis, correspondendo a 92,4%.
Perfil dos cuidadores e alcance geográfico
A amostra total da pesquisa incluiu 23.632 pessoas, com 71% dos entrevistados sendo responsáveis por alguém com TEA. A coleta ocorreu entre 29 de março e 20 de julho de 2025, de forma online, abrangendo todas as regiões do Brasil.
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul participaram, com o Sudeste registrando o maior número de respostas (10.505). A pesquisa reconhece que o conjunto não representa estatisticamente toda a população, mas oferece insights relevantes.
Perfil da pessoa autista e níveis de suporte
Sobre a idade, 72,1% dos autistas tinham 0 a 17 anos; 27,9% tinham 18 a 76 anos. Em termos de diagnóstico, 51,71% foram identificados entre 0 e 4 anos, o que reforça o foco em infância. No diagnóstico recente, 69% ocorreram entre 2020 e 2024.
Em relação ao nível de suporte, 53,7% precisam de apoio leve, 33,8% de suporte intermediário e 12,5% de suporte substancial. Aproximadamente 46,3% se enquadram nos níveis 2 ou 3.
Acesso a benefícios e custos com terapias
Sobre benefícios, 76,6% das famílias utilizam algum direito ou auxílio governamental. Ainda assim, 22,1% não utilizam, e 1,3% não souberam informar. Entre os benefícios, o cartão de identificação TEA aparece em 36,7%.
No campo terapêutico, observa-se predomínio de terapias clássicas e multiprofissionais. Psicoterapia aparece em 52%, seguida de terapia ocupacional (39,4%) e fonoaudiologia (38,9%).
O levantamento aponta que famílias investem bastante em terapias: 24,82% gastam de R$ 501 a R$ 1.000 mensais; 22,15% entre R$ 1.001 e R$ 3.000; 20,93% entre R$ 101 e R$ 500.
Educação, comorbidades e diagnóstico
Na educação, 52,2% frequentam rede pública, 31,4% rede particular e 13% não estudam. Quase 39,9% não recebem apoio educacional inclusivo. Entre as comorbidades, há predomínio de TDAH (51,5%) e ansiedade (41,1%).
Empregabilidade dos responsáveis
A participação no mercado de trabalho é baixa entre cuidadores. Desempregado/não tem renda representa 30,5%; 22% trabalham como servidores; 16% com carteira assinada; 11,3% são autônomos.
A pesquisa destaca que a demanda de cuidado impacta a trajetória profissional, elevando vulnerabilidades econômicas e aumentando a dependência de políticas de proteção social.
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