- Zé Felipe revelou, em podcast divulgado nesta semana, que teve vício em remédios para dormir após o término do casamento com Virginia Fonseca, agravado por crises de ansiedade.
- Ele contou ter tomado dez comprimidos para dormir e 35 gotas de outro medicamento, usando a medicação como forma de fugir dos sentimentos e adiantar a terapia.
- No Brasil, benzodiazepínicos e zolpidem são entre os remédios mais usados para insônia; os benzos também atuam em crises de ansiedade, e o zolpidem surgiu na década de dois mil.
- O uso contínuo pode levar à tolerância, dependência e abstinência, além de prejudicar a memória, especialmente entre pacientes mais velhos; há risco de confusão entre sedação e depressão.
- As drogas Z devem ser indicadas apenas em crises agudas de insônia, com uso máximo de duas a quatro semanas; caso haja necessidade, é possível reduzir a frequência com acompanhamento médico.
O cantor Zé Felipe contou em um podcast divulgado nesta semana que teve um vício em remédios para dormir após o fim do casamento com Virginia Fonseca. Ele disse que, diante de crises de ansiedade, passou a depender da medicação para conseguir dormir. O relato aparece como alerta sobre saúde mental e uso de sedativos.
Ainda segundo o artista, a depender de álcool e remédios gerou uma rotina de consumo intenso. Ele mencionou ter tomado dezenas de comprimidos por noite para dormir, buscando encerrar uma fase de sofrimento emocional. O episódio evidencia a relação entre depressão, ansiedade e automedicação.
Zé Felipe incentiva fãs a buscar ajuda profissional, destacando a importância da terapia. O caso se insere em um cenário brasileiro de alto consumo de benzodiazepínicos e zolpidem, usados para insônia e crises de ansiedade.
Os riscos dos benzodiazepínicos
A classe inclui clonazepam, diazepam e lorazepam, entre outros, além de reforçar a função ansiolítica. Em crises agudas, podem acalmar a agitação rapidamente, segundo especialistas. Em uso prolongado, surgem problemas de tolerância e dependência.
A duração recomendada do tratamento é de até quatro semanas. Com o tempo, o corpo pode exigir doses maiores para manter o efeito. Dessa forma, a abstinência pode provocar taquicardia, sudorese, tontura e insônia.
A memó ria pode ficar comprometida, já que esses fármacos atuam no receptor GABA. Em idosos, o uso prolongado aumenta o risco de prejuízos cognitivos. Profissionais enfatizam a necessidade de monitoramento médico.
Riscos das drogas Z
As chamadas drogas Z também apresentam risco de dependência, principalmente por terem meia-vida curta. O efeito é rápido, mas passageiro, o que favorece a repetição de doses. Em alguns casos, há sensação de bem-estar que favorece uso fora de indicação.
Estudos apontam que, no Brasil, o uso inadequado pode levar a episódios de amnésia e estados de parassonia. Combinações com apresentações variadas, inclusive sublinguais, ampliam o risco de consumo indevido.
A abstinência de drogas Z pode ser intensa e exigir acompanhamento médico. Em situações extremas, há risco de convulsões e necessidade de internação para retirada segura da substância.
Drogas Z: quando realmente devem ser indicadas
Prescritas apenas em crises agudas de insônia, as drogas Z devem ter uso máximo de duas a quatro semanas. Se a necessidade persiste, é sinal de que a causa base não foi tratada, segundo especialistas.
Alguns pacientes podem ter redução da frequência de uso, mantendo um ponto de apoio terapêutico. A abordagem deve ser individualizada, com histórico clínico completo e diálogo entre médico e paciente.
Perfis com maior vulnerabilidade à dependência incluem histórico de uso de tranquilizantes, alcoolismo, doenças psiquiátricas em tratamento e comportamento impulsivo. Nesses casos, a indicação costuma ser de não utilizar as substâncias.
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