- Célia Maria Cassiano, brasileira, foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica em novembro de dois mil e vinte e quatro.
- Ela viajou para a Suíça para realizar morte assistida, prática legal no país com protocolo médico rigoroso.
- O custo estimado do procedimento varia de cerca de 11,5 mil a 17 mil francos suíços, segundo informações relacionadas ao caso.
- Antes de morrer, ela publicou um relato gravado no Instagram, descrevendo a perda de voz e de movimentos, e afirmando buscar uma morte digna.
- Cassiano era mestre em Multimeios pela Unicamp, formada em Ciências Sociais e professora acadêmica.
Célia Maria Cassiano, brasileira, seguiu para a Suíça com o objetivo de realizar a morte assistida, prática legal no país e proibida no Brasil. A confirmação veio após a divulgação de um relato gravado por ela antes de perder a vida, pelo procedimento que envolve apoio médico para o fim da própria existência.
Cassiano foi diagnosticada em novembro de 2024 com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa do neurônio motor que provoca progressiva atrofia muscular. A professora universitária era mestre em Multimeios pela Unicamp e atuava como professora em Ciências Sociais. O relato aponta que a decisão foi tomada após avaliação de qualidade de vida diante da deterioração física.
No conteúdo divulgado, a brasileira descreve a evolução da condição e afirma estar em plena lucidez intelectual, mas com perda de movimento. Ela explica ter considerado a opção de morrer com dignidade para evitar dependência total de aparelhos, sem detalhar o tratamento que levou a esse desfecho.
Segundo o relato, o inquérito policial e a validação médica são partes do protocolo suíço para morte assistida. O procedimento envolve documentação, avaliação de médicos e, após o óbito, encaminhamento para perícia e cremação. O custo estimado fica entre 11.500 e 17.000 francos suíços, aproximadamente entre R$ 65 mil e R$ 97 mil.
Cassiano mencionou que pesquisou durante meses organizações na Suíça autorizadas pelo marco legal local. Ela relata ter enfrentado resistência no Brasil, onde tentou apoio de amigos, advogados e tradutores sem sucesso.
Antes de viajar, a brasileira diz ter feito viagens pela Europa e vivido momentos de grande satisfação. Ela reconhece terem sido dias significativos e agradece às pessoas que a acompanharam na jornada, ressaltando que desejava apenas antever a possibilidade de um fim sem dor e com apoio médico. A publicação reforça o convite a debater o direito de escolha no Brasil, sem indicar que pretende influenciar a opinião de leitores.
A história de Cassiano levanta o debate sobre o acesso à morte assistida, o marco regulatório e as diferenças entre jurisdições. A reportagem segue acompanhando desdobramentos e eventuais posicionamentos oficiais sobre o caso.
Entre na conversa da comunidade