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Falha geológica oculta canais de fluido que podem alterar terremotos nos EUA

Estudo na Zona de Cascádia revela canais de fluido e áreas menos travadas, sugerindo menor pressão acumulada e impacto potencial em megaterremotos no noroeste dos EUA

Área entre Canadá e os EUA marca encontro das placas tectônicas Juan de Fuca e Norte-Americana
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  • A Zona de Subducção de Cascádia, entre o Canadá e a Califórnia, tem quase 965 quilômetros e envolve as placas Juan de Fuca e Norte-Americana, com baixa atividade sísmica, sugerindo travamento por atrito.
  • Um estudo da Universidade de Washington, que acompanhou a tensão no fundo do mar por treze anos, indica que as placas podem não estar totalmente bloqueadas.
  • Na porção norte a rocha permanece travada; na região central há maior dinâmica, com sinais de terremotos rasos de movimento lento e circulação de fluidos por canais subterrâneos.
  • Falhas secundárias atuando como canais de escape de fluidos podem aliviar pressão e influenciar a propagação de grandes terremotos; megaterremotos ocorrem, em média, a cada quinhentos anos, com o último registrado em 1700.
  • O estudo se baseia em três pontos de monitoramento, e recentemente houve investimento de US$ 10,6 milhões para um observatório subaquático, sinalizando que a falha pode não estar totalmente bloqueada, mas ainda exige mais pesquisas.

A Zona de Subducção de Cascádia, entre Canadá e Califórnia, registra baixa atividade sísmica, diferente de outras zonas de subducção. A região envolve as placas Juan de Fuca e Norte-Americana, que parecem presas por atrito. Estudar o sistema é desafiador pela dificuldade de acesso.

Um estudo da Universidade de Washington monitorou a tensão no fundo do mar ao longo de 13 anos. Sensores instalados em pontos da falha acompanharam o movimento do solo e as variações na circulação de fluidos subterrâneos.

Os resultados apontam que a falha pode não estar totalmente travada. Enquanto a porção norte permanece pouco ativa, o centro apresenta maior dinâmica e sinais de terremotos rasos de movimento lento. Fluídos circulam por canais submersos.

A pesquisa analisou três pontos de monitoramento: perto da Ilha de Vancouver e na costa do Oregon. Os dados ajudam a entender mudanças na rocha sob o leito oceânico e o papel dos fluidos na liberação de pressão.

Na porção norte, o aumento de velocidade sísmica indica compactação das rochas, sustentando a hipótese de travamento. No centro, houve queda de velocidade em 2016, associada a um movimento lento que diminuiu parte da pressão.

As falhas secundárias podem funcionar como vias de escape para os fluidos entre 2017 e 2022, sugerem os pesquisadores. Caminhos de alívio da pressão podem influenciar a propagação de grandes terremotos.

A comunidade científica planeja ampliar o monitoramento. Em 2023, a Universidade de Washington recebeu US$ 10,6 milhões para instalar um observatório subaquático na região, aumentando a capacidade de análise. O estudo foi publicado na revista Science Advances.

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