- Dificuldade de enxergar de longe, aproximação de objetos e dores de cabeça aparecem em idades cada vez mais precoces, com miopia em alta entre crianças e jovens.
- Dados da National Library of Medicine indicam que, até 2050, mais de cinquenta por cento da população mundial poderá ter miopia.
- Uso prolongado de telas e redução do tempo ao ar livre são fatores ambientais associados ao aumento dos diagnósticos.
- Sinais de alerta incluem dificuldade para ver lousas, necessidade de aproximar o celular ou o livro, dores de cabeça frequentes e queda no rendimento.
- Tratamentos vão de correção óptica com óculos ou lentes de contato, a opções para controle da progressão em crianças; cirurgia refrativa pode ser considerada para adultos com grau estável, além de incentivar atividades ao ar livre e pausas no uso de telas.
A miopia vem crescendo entre crianças, adolescentes e jovens adultos no Brasil, acompanhando tendência mundial. O acesso prolongado a telas e a redução do tempo ao ar livre são apontados como fatores relevantes, segundo especialistas.
Dados globais indicam que a tendência pode se acentuar. De acordo com a National Library of Medicine, mais de 50% da população mundial poderá apresentar miopia até 2050. A condição ocorre quando o globo ocular é mais longo ou a córnea é mais curva, prejudicando a visão de longe.
Perfil dos diagnósticos
Gabriel Gorgone, médico oftalmologista e coordenador da Eye Clinic, destaca diagnóstico mais precoce e progressão mais rápida. Atividades de perto, como celular e computador, associadas à pouca exposição ao ar livre são citadas como principais fatores ambientais.
O especialista ressalta que ambientes externos reduzem o risco de progressão. A luz natural e o foco em objetos distantes ajudam o desenvolvimento ocular, segundo ele.
Além do impacto funcional, graus elevados de miopia elevam o risco de complicações como descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular, o que reforça a necessidade de acompanhamento periódico.
Sinais e diagnóstico
Entre os sinais estão dificuldade para enxergar lousas à distância, necessidade de aproximar livros, dores de cabeça frequentes e queda de rendimento em função do esforço visual.
O diagnóstico é feito por exame oftalmológico completo, com avaliação de acuidade visual e refração. O tratamento pode incluir óculos, lentes de contato e, em crianças, estratégias para controlar a progressão.
Prevenção e acompanhamento
Medidas preventivas incluem atividades ao ar livre na infância, pausas regulares no uso de telas e consultas oftalmológicas periódicas. O diagnóstico precoce facilita o monitoramento da progressão e a saúde ocular.
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