- Tratamentos de imunoterapia, que fortalecem o sistema imune, chegam a um ponto-chave após quase um século de desenvolvimento, com promessas de remissão de câncer e menos efeitos colaterais que quimioterapia ou radioterapia.
- No Memorial Sloan Kettering, Maureen Sideris, 71 anos, recebeu dostarlimab a cada três semanas; após quatro meses, o tumor esofágico desapareceu sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.
- A imunoterapia utiliza inibidores de pontos de checagem ou terapias com células CAR T para tornar as células tumorais mais visíveis e atacar o câncer; a abordagem tem excelentes resultados em alguns tipos, mas nem todos respondem.
- Um desafio é que apenas cerca de 20% a 40% dos pacientes costumam responder aos tratamentos, e impactos colaterais podem ocorrer com os inibidores de checagem, exigindo monitoramento cuidadoso.
- Pesquisas seguem explorando combinações (com radioterapia, ultrassom), dietas, uso de estatinas e vacinas personalizadas para ampliar o grupo de pacientes que se beneficiam.
Maureen Sideris, de 71 anos, recebeu tratamento para câncer de cólon em 2008, com cirurgia bem-sucedida, porém recuperação longa. Em 2022, recebeu diagnóstico de câncer de esôfago. O tratamento ocorreu em um ensaio clínico no Memorial Sloan Kettering, em Nova York.
A paciente passou por infusões de dostarlimab a cada três semanas, com 45 minutos por sessão. Em quatro meses, o tumor desapareceu sem cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A principal reação adversa foi fadiga provocada por insuficiência adrenal.
Hoje, Sideris faz parte de um grupo crescente de pacientes beneficiados pela imunoterapia, que busca respostas mais personalizadas, remissões mais duradouras e menos efeitos colaterais que tratamentos tradicionais.
O que é imunoterapia hoje
A imunoterapia atua ao tornar o sistema imune mais eficaz contra células cancerosas. Ela pode melhorar o reconhecimento do tumor, permitindo que células imunes ataquem as células malignas. Com resultados promissores, a abordagem avança há mais de um século de desenvolvimento.
Entre as estratégias mais conhecidas estão as terapias com células CAR T e os inibidores de checkpoints imunes. As CAR T extraem células T do paciente, as modificam em laboratório e as devolvem ao corpo para atacar o câncer, principalmente linfomas e leucemias.
Inibidores de checkpoints desativam alvos que freiam a resposta imune. Eles ajudam as células T a identificar tumores. Pesquisadores ressaltam que, apesar das conquistas, nem todos respondem aos tratamentos.
Limites e possibilidades
Apesar dos progressos, terapias como CAR T enfrentam desafios com tumores sólidos e custo elevado. A taxa de resposta costuma ficar entre 20% e 40%, dependendo do câncer e do paciente.
Especialistas destacam efeitos colaterais variados, desde erupções cutâneas até inflamação de fígado ou rins. O equilíbrio entre benefício e risco segue em avaliação contínua.
Pesquisadores avaliam combinações com radiação, ultrassom e estratégias de medicina personalizada para ampliar a eficácia. Estudos mostram que combinações podem aumentar a visibilidade do tumor ao sistema imune.
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