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Remédios degradados contra câncer são vendidos a hospitais em cinco estados

Operação Alto-Custo desarticula rede de distribuidoras fantasmas que vendia remédios valorizados a hospitais de cinco estados, risco de eficácia

As medicações eram furtadas de uma distribuidora localizada no Distrito Federal, e vendidas à hospitais em 5 estados do Brasil - (crédito: Polícia Civil do Distrito Federal/Divulgação)
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  • Distribuidoras fantasmas, localizadas em Goiás e no Distrito Federal, venderam medicações possivelmente degradadas a hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e DF; a operação Alto-Custo resultou em 13 suspeitos e cinco prisões preventivas.
  • O esquema desviava remédios de uma distribuidora lícita no Aeroporto Internacional de Brasília, com caixas levadas a terceiros e repassadas a distribuidoras fantasmas que emitiam notas fiscais de saída.
  • A prática pode ter acontecendo há cerca de seis anos, com possibilidade de haver atuação em mais estados.
  • Estima-se que as fraudes movimentaram até R$ 22 milhões ao longo de um ano, com remédios destinados a câncer, doenças autoimunes e pacientes transplantados.
  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrou na operação, em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal, para investigação e procedimentos. Remédios envolvidos incluem VENCLEXTA, LIBTAYO, REBLOZIL, IMBRUVICA e TAGRISSO.

Três distribuidoras fantasmas, com atuação em Goiás e no Distrito Federal, vendiam remédios possivelmente degradados a hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e DF. A operação Alto-Custo, deflagrada nesta sexta-feira (17/4), apura furto e roubo de medicamentos usados no tratamento de câncer, doenças autoimunes e pacientes transplantados. Estima-se que o desvios ocorram há cerca de seis anos.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil de Goiás, identificou 13 pessoas ligadas ao esquema. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva durante a operação, realizada pela 10ª Delegacia de Polícia. Um dos núcleos do crime atuava a partir de uma distribuidora lícita no Aeroporto Internacional de Brasília, que recebia itens de alto valor.

Segundo o delegado-chefe, Laércio Rosseto, o lote furtado era retirado do estoque e ocultado em caixas destinadas ao descarte. Em seguida, caixas eram levadas à doca de expedição e entregues a terceiros, levando as medições a distribuidoras fantasmas com CNPJ ativo e notas fiscais de saída. A ação pode ter alcançado outros estados, conforme alerta o delegado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrou na operação em parceria com a PCDF. A diretoria de fiscalização de Brasília intensificou a atuação, com suporte também de vigilâncias sanitárias de São Paulo e Goiânia, para auxiliar na identificação dos lotes e procedimentos legais.

Entre os medicamentos envolvidos estão VENCLEXTA, LIBTAYO, REBLOZIL, IMBRUVICA e TAGRISSO. Os itens são utilizados no tratamento de diversos cânceres e condições hematológicas. A possível degradação geraria eficácia reduzida e riscos de eventos adversos graves em pacientes vulneráveis.

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