- A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba, incluindo a morte de um homem de 38 anos; todos os casos não tinham histórico de vacinação.
- A infectologista explica que a imunização é a principal forma de prevenção, já que a febre amarela pode evoluir para quadros graves e óbito.
- A doença é transmitida por mosquitos; no ambiente urbano, o Aedes é comum, e em áreas rurais, Haemagogus; o período de incubação costuma ser de dois a três dias.
- Em casos graves, pode haver hepatite e insuficiência hepática, renal e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva, com possibilidade de transplante; cerca de 20% a 40% evoluem para forma grave e até metade pode morrer.
- A vacina contra febre amarela está no calendário brasileiro; adultos não vacinados podem tomar uma dose única até os 59 anos; os casos no Vale do Paraíba estão em investigação para determinar a origem, com indícios de exposição rural.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba, incluindo a morte de um homem de 38 anos. Os casos ocorreram recentemente e não há histórico de vacinação registrado entre as vítimas, indicando falha na imunização como fator de risco.
A informação foi veiculada após avaliação de boletim epidemiológico local. A infectologista Flávia Falssi, do Grupo Santa Joana e do Instituto Emílio Ribas, explica que a doença é viral transmitida por mosquitos, com potencial de evolução para quadros graves e óbitos.
Os casos estão em investigação para apurar a origem precisa. A confirmação aponta para exposição possivelmente rural, já que as pessoas trabalhavam na agricultura. Pesquisas visam esclarecer se houve transmissão local ou se houve importação de uma origem externa.
Vacinação como prevenção
A vacinação contra febre amarela está no calendário brasileiro, com dose única para adultos entre 9 meses e 59 anos não vacinados. A aplicação é feita em unidades de saúde, mediante apresentação do cartão vacinal, exceto para imunodeprimidos ou pacientes em tratamento que devem orientar-se com um médico.
A especialista destaca que a vacinação oferece proteção mesmo em áreas de floresta ou atividades agrícolas. A imunização permanece como principal medida preventiva para evitar formas graves da doença e possível óbito.
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