- Actígrafo brasileiro, que se parece com um relógio digital, foi usado na Artemis II para monitorar o sono dos astronautas; produto pela Condor Instruments a partir de pesquisas da USP.
- Desenvolvimento começou na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli; o dispositivo mede movimento, luz e temperatura da pele.
- A Nasa optou pelo modelo brasileiro em edital, por apresentar desempenho superior e preencher lacuna do mercado.
- O projeto levou cerca de dez anos para chegar ao produto final, passando por pesquisa, estudos e financiamento científico.
- O ato graf foi criado originalmente para estudos terrestres do sono e hoje tem aplicações na medicina, cronobiologia e saúde pública.
O actígrafo brasileiro, um dispositivo semelhante a um relógio digital, foi utilizado pelos astronautas da Artemis II, missão da Nasa. Desenvolvido com base em pesquisas da USP, ele monitora o sono e coleta dados de ritmos biológicos durante a missão.
O acessório foi produzido pela Condor Instruments, resultando de uma parceria entre a universidade e a empresa nacional. A escolha pela tecnologia brasileira ocorreu após uma avaliação da Nasa, que buscava desempenho superior e dados mais completos do que modelos anteriores.
A Artemis II envolve astronautas que já enfrentaram diferentes condições de viagem espacial. O monitoramento do sono, incluindo sensores de luz e temperatura da pele, ajuda a entender como a vida a bordo afeta o relógio biológico em ambientes de alto nível de isolamento.
Objetivo e funcionamento do actígrafo
O actígrafo funciona como monitor contínuo da atividade corporal; cada movimento do pulso gera marcação de movimento. Assim, é possível inferir períodos de sono ou vigília com base na atividade motora ao longo do dia.
O diferencial está na integração de sensores adicionais. Além do movimento, o dispositivo mede exposição à luz e a temperatura da pele, fatores que influenciam o sono e a regulação circadiana.
Origem, desenvolvimento e aplicação
A iniciativa teve origem na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia. O projeto levou cerca de uma década até chegar à produção em escala pela Condor Instruments.
Inicialmente, o objetivo era estudar o sono em situações do cotidiano. Hoje, a tecnologia encontra utilidade direta em missões espaciais, oferecendo dados mais precisos sobre padrões de sono em ambientes com ciclos de luz variáveis.
Impacto técnico e futuro
Além da exploração espacial, o actígrafo tem aplicações na medicina do sono e em pesquisas de cronobiologia. Estudos sobre distúrbios do sono e impactos da rotina moderna ganham nova perspectiva com o uso de sensores de luz e temperatura.
A adoção pela Nasa reforça o papel do Brasil no desenvolvimento de soluções de alta precisão. Pesquisadores destacam que a tecnologia pode apoiar tanto missões futuras quanto investigações terrestres ligadas à saúde pública.
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