- A Blue Origin reutilizou e recuperou com sucesso um propulsor do foguete New Glenn, em decolagem de Cabo Canaveral às 7h25 locais, levando um satélite da AST SpaceMobile.
- O lançamento envolveu a separação de dois estágios, com o estágio superior levando o satélite ao espaço.
- O propulsor retornou e pousou em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e meio após a decolagem.
- A empresa informou que o satélite foi acionado, mas ficou em órbita diferente da desejada, e avalia a gravidade do ocorrido.
- O New Glenn já havia sido lançado duas vezes com propulsores novos; a Blue Origin busca avanços semelhantes aos da SpaceX no contexto do programa Artemis da Nasa.
A Blue Origin anunciou o sucesso na reutilização de um propulsor do foguete New Glenn, no que representa um avanço técnico relevante para a empresa de Jeff Bezos. O lançamento ocorreu neste domingo, 19, em Cabo Canaveral, na Flórida, e transportou um satélite de comunicações para a AST SpaceMobile.
O veículo, com quase 100 metros de altura, decolou às 7h25 no horário local (8h25 em Brasília) levando o satélite. Após a separação dos estágios, o estágio superior prosseguiu até o espaço, enquanto o propulsor retornou e pousou com segurança em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico, pouco menos de 10 minutos após a decolagem.
A Blue Origin informou, via X, que o satélite foi acionado corretamente, mas atingiu órbita diferente da prevista, e que a gravidade do desvio está sendo avaliada. O esforço marca a continuidade dos testes de reutilização do New Glenn, que já teve duas etapas de lançamento com propulsores novos.
Contexto técnico e histórico
O New Glenn já voou duas vezes com propulsores novos. Em contraste, o programa New Shepard, utilizado para turismo espacial suborbital, empregou componentes reutilizados em operações menos exigentes. Em novembro, a Blue Origin recuperou pela primeira vez um propulsor do New Glenn, com pouso vertical controlado em oceano.
Antes, em janeiro de 2025, uma recuperação de propulsor falhou porque os motores não se reativaram durante a descida. O propulsor usado no episódio de domingo foi recondicionado após o voo anterior, com substituição de motores e outras modificações.
A missão integra os planos da empresa no universo de competição com a SpaceX, e ocorre num momento em que Bezos busca ampliar capacidades de lançamentos, em paralelo ao programa lunar Artemis da NASA. O objetivo é manter participação norte-americana na corrida pela Lua e além.
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