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Morte em piscina de academia em SP aponta lesões graves no pulmão, laudos dizem

Laudos indicam lesões graves no pulmão da vítima em piscina de academia; hipótese aponta liberação de gás irritante por interação de cloro com ácidos

Polícia Civil indicia proprietários por homicídio após intoxicação química na Zona Leste de SP; estabelecimento operava sem alvará
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  • Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu em onze de fevereiro após nadar na piscina da academia C4 GYM, na zona leste de São Paulo.
  • A vítima apresentava lesões graves na cabeça, rins, fígado e pulmão; no pulmão houve necrose fibrinoide incipiente de septos alveolares.
  • Três sócios da academia foram indiciados por homicídio, conforme laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML).
  • A polícia analisou água da piscina e pelo menos dezesseis produtos de limpeza; não foi possível confirmar reação química específica que gerasse gás irritante.
  • Existem duas hipóteses técnicas envolvendo cloro e substâncias ácidas ou a combinação de cloro inorgânico com orgânico; as equipes ressaltam que as conclusões não são definitivas e dependem de condições de contato e ambiente. A SSP investiga o caso em inquérito no 42º Distrito Policial do Parque São Lucas.

O que aconteceu: Juliana Faustino Bassetto, professora de 27 anos, morreu em fevereiro após nadar numa piscina da academia C4 GYM, localizada na zona leste de São Paulo. Laudos indicam intoxicação como causa da morte. Três sócios do estabelecimento foram indiciados por homicídio.

Quem está envolvido: além da vítima, constam como investigados os três sócios da academia. A investigação aponta que eles eram responsáveis pela operação do espaço e pela supervisão das atividades no local.

Quando e onde: o incidente ocorreu em fevereiro na piscina da C4 GYM, na zona leste de São Paulo. Os laudos técnicos foram anexados aos autos do inquérito em andamento.

Por que: as autoridades apuram as circunstâncias que teriam levado à intoxicação. As análises visam esclarecer se houve falha na gestão dos produtos de limpeza ou interações químicas potencialmente perigosas.

Detalhes da perícia

Os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal apontam lesões graves em órgãos como pulmões, rins, cabeça e fígado. A necrose fibrinoide incipiente de septos alveolares foi identificada como dano predominante no pulmão.

A avaliação sustenta que o dano pulmonar é compatível com reação inflamatória aguda decorrente de intoxicação, sem, contudo, estabelecer uma causalidade direta para o caso concreto.

Foram analisadas amostras de água da piscina e de pelo menos 16 produtos de limpeza utilizados no local. Os peritos destacam a possibilidade de gases irritantes se formarem pela interação entre compostos clorados e substâncias ácidas.

Investigação em andamento

O laudo técnico ressalta que não é possível comprovar a ocorrência de reação química específica, mas aponta duas hipóteses plausíveis: interação entre cloro e substâncias ácidas, ou mistura de cloro inorgânico com orgânico.

A conclusão técnica enfatiza que as análises devem ser consideradas em conjunto, pois há componentes clorados na água e outros produtos no ambiente que podem ter gerado reações relevantes.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é investigado por meio de inquérito no 42º Distrito Policial do Parque São Lucas. Diversas testemunhas foram ouvidas e as diligências continuam para esclarecer as circunstâncias e a participação dos envolvidos. O acompanhamento é feito pelo Departamento de Inquéritos Policiais.

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