- Em 11 de dezembro de 2024, queda de energia deixou mais de 3.500 passageiros presos em trens da linha A, C, F e G em Brooklyn, com atrasos que se estenderam pela madrugada.
- A falha começou em uma subestação de Downtown Brooklyn, construída na década de 1930, onde a água da chuva pode ter atingido equipamentos e causado explosão.
- A Metrô de Nova York mantém 225 subestações; grande parte está próxima de completar 100 anos, com componentes sem reformas significativas há décadas.
- A autoridade planeja investir 4 bilhões de dólares em novas redes de energia até 2029, incluindo upgrades em setenta e cinco subestações e melhoria no sistema de sinalização CBTC.
- Uma nova subestação de 76 milhões de dólares, sob a West 28th Street, fornece energia extra para trechos críticos das linhas A, C e E, com novas instalações de transformadores, refrigeramento e cortes de falhas.
A queda de energia que atingiu parte do sistema de trens de Nova York em 11 de dezembro de 2024 deixou mais de 3.500 passageiros presos em composições superlotadas por mais de duas horas, durante o horário de pico. O apagão interrompeu o funcionamento das linhas A, C, F e G no Brooklyn e provocou atrasos que continuaram na manhã seguinte.
A falha teve origem em uma subestação no Brooklyn Downtown, construída nas décadas de 1930, onde um eventual vazamento de água da chuva atingiu equipamentos e causou uma explosão que derrubou uma das portas. Sem energia suficiente, os trens próximos à subestação ficaram parados e os sistemas de ventilação desligaram.
A Metropolitan Transportation Authority (MTA), responsável pelo sistema, opera 225 dessas subestações que convertem alta para baixa tensão para alimentar o terceiro trilho. Muitas estão próximas de 100 anos, com componentes que deixaram de receber upgrades substanciais ao longo do tempo.
A gravidade do incidente evidencia o peso das instalações antigas no desempenho da rede. Segundo a MTA, 36% do equipamento está em condição ruim ou precisa de substituição, o que aumenta o risco de novos atrasos significativos.
Como parte de uma resposta de longo prazo, a MTA prevê um investimento de 4 bilhões de dólares em novas fontes de energia até 2029, com melhorias em 75 subestações. O objetivo é reduzir falhas que gerem grandes interrupções no serviço e sustentar a transição para um sistema de sinalização mais moderno.
Paralelamente, o projeto inclui a adoção do sistema de Controle de Trânsito por Comunicações (CBTC), que utiliza tecnologia sem fio para gerenciar a circulação de trens com maior confiabilidade. A implementação demanda atualização de equipamentos antigos e reforço da infraestrutura de energia.
Entre as novidades, está uma subestação no West 28th Street, entre as ruas 8ª e 9ª, inaugurada recentemente para atender trechos críticos das linhas A, C e E. O equipamento é o primeiro a ser instalado quase na última década, substituindo duas subestações distantes em Midtown e Greenwich Village.
Os avanços também chegam aos componentes internos: transformadores passam a ser refrigerados por óleo sintético em vez de água, aumentando segurança e eficiência. Bancos de disjuntores, com painéis de diagnóstico, recebem monitoração por telas sensíveis ao toque para detectar falhas com mais rapidez.
A direção da MTA destaca que, além de reduzir atrasos, a melhoria de energia facilita a operação de mais trens, alinhando-se ao novo CBTC. A instituição informou que a modernização envolve equipes técnicas que, ao longo dos anos, lidaram com códigos de peças de difícil reposição e com manutenção de equipamentos obsoletos.
Cenas da época mostraram que a prioridade é evitar repetição de interrupções graves, como a de 2024, mas não há previsão de conclusão imediata. A MTA continua com o cronograma de substituição de substations e de integração tecnológica para aumentar a resiliência do sistema.
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