- Novas abordagens e tecnologias estão tornando os atendimentos no dentista mais acolhedores, começando pela infância para reduzir a odontofobia.
- Países utilizam explicação clara, linguagem lúdica e demonstração do que será feito, com o objetivo de criar uma experiência positiva desde o primeiro contato.
- Laserterapia de baixa potência pode reduzir desconforto antes da anestesia; em alguns casos, lasers substituem a broca e a anestesia; a microabrasão preserva mais a estrutura saudável do dente.
- Avanços como cerâmicas, resinas de alta resistência e impressão 3D ajudam na personalização de implantes e próteses.
- O acesso a tratamentos é desigual: 68% visitaram dentista no último ano, e 23% desses atendimentos ocorreram pelo SUS; manter consultas regulares tende a evitar intervenções mais invasivas.
O medo de ir ao dentista tem ganhado novas abordagens que tornam os atendimentos mais agradáveis e seguros. Técnicas modernas, ambientes acolhedores na infância e recursos tecnológicos aparecem como fatores para reduzir a odontofobia.
Na prática, a mudança começa ainda na infância. Profissionais trabalham com linguagem lúdica e explicações claras para acostumar as crianças ao consultório. Em alguns casos, é usado o envio de vídeos introdutórios antes do primeiro atendimento para criar familiaridade com o dentista.
Entre adultos, a estratégia envolve ouvir as queixas e detalhar o passo a passo do procedimento. A laserterapia de baixa potência antes da anestesia injetável diminui o desconforto. Quando possível, lasers substituem a broca e a anestesia, tratando gengiva e dentes sem contato físico, ruídos ou vibração.
Outras tecnologias são destaque no setor. A microabrasão preserva tecido saudável em cáries e evita remoção excessiva de material. Cerâmicas e resinas de alta resistência ganham uso crescente, assim como a impressão 3D para personalizar implantes e próteses.
Um estudo apresentado em 2025 pelo CFO e ABIMO aponta desigualdade no acesso a tratamentos odontológicos no Brasil. Embora 68% dos brasileiros tenham consultado um dentista no último ano, apenas 23% realizaram atendimento pelo SUS. Pessoas com ensino superior mostraram maior frequência de consultas.
A pesquisa também revela diferenças por nível de instrução: 75% dos que possuem ensino superior já buscaram atendimento, frente a 54% entre quem tem ensino básico. A importância de visitas regulares fica evidente, com orientação de uma a duas consultas anuais conforme a saúde bucal e geral.
Para lidar com o medo, especialistas sugerem escolher profissional de confiança, técnicas de relaxamento, respiração e distração com músicas ou conversas. A presença de um acompanhante pode transmitir segurança durante o atendimento.
Em casos de ansiedade intensa, a sedação consciente pode ser indicada após avaliação clínica. O uso de sedativos pré-consulta é citado como útil em situações específicas, sempre sob supervisão profissional. Em alguns cenários, procedimentos podem ocorrer em ambiente hospitalar com anestesia geral.
Texto: Thais Szegö, Agência Einstein
Mudanças na prática clínica
Novas abordagens educam crianças desde cedo.
Tecnologias que reduzem desconforto
Laserterapia, microabrasão e impressão 3D ganham espaço.
Desafios de acesso
Estudo recente aponta disparidades regionais e por nível educacional.
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