- Grande Buda de Leshan, na China, tem setenta e um metros de altura e foi esculpida em um penhasco há mais de 1.200 anos; a construção começou em 713 d.C.
- Os monges removeram rocha e criaram um sistema de drenagem interna para evitar desabamento da obra.
- A UNESCO acompanha a preservação para não comprometer o trabalho original, destacando a importância da engenharia antiga.
- Canais de drenagem ficam atrás das orelhas, nas roupas e dentro da estátua, para escoar água da chuva e umidade do solo.
- A estátua é a maior de Buda de pedra do mundo antigo e atrai milhões de turistas, fortalecendo o turismo cultural na China.
O Grande Buda de Leshan, na China, é uma estátua esculpida diretamente em um penhasco de arenito há mais de 1.200 anos, com 71 metros de altura. Originalmente, a obra foi iniciada em 713 d.C. para acalmar as águas turbulentas dos rios que formavam naufrágios na região da confluência de três cursos d’água. Os monges removeram toneladas de rocha e projetaram a escultura com um sistema de drenagem interna para evitar o desgaste da estrutura.
Especialistas da UNESCO acompanham a preservação do monumento, avaliando intervenções modernas para não comprometer o trabalho original. A integração entre escultura e geologia é considerada um marco da engenharia civil na China antiga, que continua a atrair pesquisadores e visitantes de todo o mundo.
Segredos da drenagem
O segredo de durabilidade está nos canais de drenagem ocultos, esculpidos atrás das orelhas, nas vestes e dentro da estátua. Eles canalizam água da chuva e umidade do solo para fora, reduzindo a erosão do arenito.
A base da estátua recebe monitoramento contínuo para enfrentar o avanço de cheias na confluência dos rios. Sensores modernos ajudam a prever impactos hídricos, contribuindo para a preservação a longo prazo.
Impacto turístico e preservação
A estátua é reconhecida como o maior Buda de pedra do mundo antigo, uma façanha de coordenação de mãos de obra e geometria sem uso de máquinas. Hoje, milhões de turistas visitam o local anualmente, conectando fé, história e turismo cultural da China.
A conservação do monumento sustenta a economia regional por meio de ingressos, hospedagem e comércio. O equilíbrio entre proteção patrimonial e turismo é apontado como exemplo de gestão sustentável de patrimônios históricos.
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