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Tempo seco eleva crises de enxaqueca, afirma especialista

Tempo seco pode acionar crises de enxaqueca; hidratação, identificação de gatilhos e tratamento 360° ajudam no manejo da doença

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  • O Outono, com tempo mais seco, aumenta crises de enxaqueca em mais de 15% da população brasileira, segundo a OMS.
  • A neurologista Thais Villa explica que o ar seco pode favorecer a desidratação e desencadear crises em quem tem cérebro mais sensível.
  • O tempo seco costuma provocar alterações na pressão atmosférica, o que pode levar a crises em pessoas sensíveis.
  • Medidas preventivas ajudam: evitar ambientes muito secos, manter a hidratação em dia e identificar outros gatilhos, como o estresse.
  • O tratamento recomendado é o 360º, com abordagem multidisciplinar; inclui uso de toxina botulínica e anti-CGRP (anticorpos monoclonais) para controle da doença.

O Outono, estação de transição com tempo mais seco em grande parte do país, eleva o risco de crises de enxaqueca. A neurologista Thais Villa explica que o ar seco pode desidratar o corpo, o que favorece o desencadear de dores em quem tem sensibilidade cerebral acentuada.

Dados indicam que mais de 15% da população brasileira vive com enxaqueca, segundo a OMS. Pessoas com a doença costumam ter o sistema nervoso mais sensível a estímulos ambientais, incluindo clima, luz, sons e qualidade do ar. O tempo seco intensifica variações na pressão atmosférica que podem disparar crises.

Para prevenir, é recomendado evitar exposição prolongada a ambientes muito secos e manter a hidratação em dia. Identificar gatilhos como o estresse também pode ajudar a reduzir episódios, afirma a especialista. A boa notícia é que, apesar de não ter cura, a enxaqueca pode ser controlada com acompanhamento especializado e tratamento adequado.

Tratamento

O Tratamento 360º é apontado como o mais indicado, por combinar abordagem multidisciplinar e personalizada. Protocolos consideram as particularidades de cada paciente e utilizam recursos modernos, como a toxina botulínica, aplicada nos nervos envolvidos para reduzir a dor e a inflamação.

Outra opção são os anti-CGRP, medicamentos injetáveis com anticorpos monoclonais que têm demonstrado eficácia significativa no controle das crises. O conjunto de medidas visa reduzir a excitabilidade cerebral e melhorar a qualidade de vida.

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