- O Brasil deve enfrentar uma onda de calor atípica no outono, com temperaturas até 10°C acima da média histórica em várias regiões entre o fim de abril e o início de maio.
- A elevação é causada por uma massa de ar quente e um bloqueio atmosférico, que devem impedir frentes frias e prolongar o calor, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste.
- Em cidades de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, as máximas podem ficar entre 5°C e 7°C acima da média, com picos ainda maiores; em São Paulo, há expectativa de até 32°C a 34°C.
- No interior de São Paulo, no Mato Grosso do Sul e no Triângulo Mineiro, os desvios térmicos devem ser os maiores, com temperaturas acima de 35°C no Centro-Oeste.
- No Sul, o cenário é de instabilidades e maior chance de chuva e temporais, enquanto o aquecimento global reforça a tendência de eventos extremos, com impactos na agricultura, economia, energia e saúde, exigindo adaptações na política pública e na infraestrutura.
Uma massa de ar quente deve elevar as temperaturas em grande parte do Brasil nos próximos dias, com máximas até 10°C acima da média histórica em algumas regiões. A previsão é da MetSul Meteorologia, que aponta calor fora do normal entre o fim de abril e o começo de maio, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste.
O fenômeno é causado por um bloqueio atmosférico persistente associado a uma massa de ar quente intensa. Isso deve dificultar a entrada de frentes frias e prolongar o período de elevações térmicas, segundo a MetSul.
Previsão de temperaturas destaca extremos. Cidades de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo podem registrar máximas entre 5°C e 7°C acima da média, com picos diários ainda mais elevados.
Em São Paulo, as máximas podem alcançar 32°C a 34°C nos próximos dias, valores pouco usuais para o fim de abril. No Centro-Oeste, temperaturas acima de 35°C já são observadas em várias localidades.
O Sul tende a apresentar um quadro diferente: o bloqueio que afeta o Centro do país favorece instabilidades e maior frequência de chuva e risco de temporais, aponta a MetSul.
O aquecimento global é apontado como fator que aumenta a frequência e a intensidade de eventos extremos. Relatórios do IPCC indicam maior probabilidade de calor extremo fora de época com temperatura média global mais alta.
Bloqueios atmosféricos prolongados tendem a se tornar mais persistentes em um clima mais quente, segundo estudos citados pela meteorologia. Os impactos já se refletem na agricultura, na economia e na saúde.
Na prática, o calor pode afetar ciclos produtivos, elevar a demanda por energia e aumentar casos de desidratação e problemas respiratórios, especialmente em grandes centros urbanos. O cenário exige atenção de gestores públicos e da população.
Especialistas destacam que episódios como o projetado para os próximos dias devem se tornar mais comuns, ressaltando a necessidade de adaptação de políticas públicas e de infraestrutura urbana frente à variabilidade climática crescente.
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