Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Curitiba cria estação de esgoto com plantas para reduzir resíduos

Curitiba amplia estação de esgoto com wetlands que transformam lodo em recurso, cobrindo 25 mil m² para atender até 778 mil pessoas

Área plantada com mudas de cana-do-reino; Curitiba quer ter uma das maiores estações de esgoto 'lixo zero' do mundo com plantas
0:00
Carregando...
0:00
  • Estação de Tratamento de Esgoto CIC Xisto, em Tatuquara, Curitiba, pretende atender até 778 mil pessoas e terá 25 mil metros quadrados de área plantada com 110 mil mudas de cana-do-reino.
  • O sistema usa wetlands para transformar resíduo humano em recurso, com o lodo sólido 98% decomposto pelas plantas e o líquido devolvido ao rio.
  • O projeto foi mostrado na COP trente e zero (COP30) e recebeu financiamento do Fundo Clima; a Sanepar é a responsável pela ampliação.
  • Hoje, a estação recebe cerca de dez toneladas diárias de lodo, abrangendo quase metade de Curitiba.
  • A cada sete anos as mudas são substituídas; o lodo alimenta as plantas, que podem gerar energia ou fertilizante orgânico após processos de biodigestão ou compostagem.

Curitiba avança com uma estação de esgoto que usa plantas para chegar ao conceito de lixo zero. O projeto expande a CIC Xisto, no Tatuquara, visando atender uma grande parcela da população da cidade e demonstrar eficiência ambiental.

A iniciativa foi apresentada na COP30, em Belém, com financiamento do Fundo Clima. A ampliação cobre uma área de 25 mil metros quadrados e está prevista para quase triplicar a capacidade de tratamento, beneficiando até 778 mil pessoas na bacia do rio Barigui.

Ao todo serão plantadas 110 mil mudas de cana-do-reino, espécie que digere a parte sólida do esgoto tratada, o lodo. A área de plants funcionará como um filtro vivo, reduzindo resíduos e gerando recurso útil a partir do que hoje é convertido.

Como funciona

O sistema separa fase líquida e fase sólida. A parte líquida recebe tratamento, clarificação e devolução ao leito do rio. O lodo, por sua vez, é decomposto por bactérias e absorvido pelas plantas, que se alimentam dos nutrientes presentes.

A área plantada acrescenta que a estação não envia resíduos para aterros; o líquido retorna ao processo de tratamento, enquanto o lodo é incorporado às raízes das plantas. A meta é alcançar 110 mil mudas e 25 mil metros quadrados dedicados a esse plantio.

Impacto e prazos

A fase de expansão envolve a compactação do sistema para ganho de eficiência energética. A infraestrutura utiliza mídias plásticas no tratamento da fase líquida, aumentando a atuação bacteriana sem aumentar o consumo de energia.

O desempenho atual aponta que a estação recebe cerca de 10 toneladas de lodo por dia, em uma área que representa quase metade de Curitiba. O objetivo é chegar ao estágio máximo em aproximadamente sete anos, com o cultivo contínuo de plantas.

Futuro e aproveitamento do resíduo

Com o crescimento máximo previsto, as plantas serão cortadas para dar lugar a novas mudas. Os arbustos removidos geram nova matéria orgânica, que pode ser aproveitada em biodigestores ou na compostagem, tornando a estação uma fonte de fertilizante orgânico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais