- Redes de distribuição no Brasil atingem o limite com a geração distribuída de energia solar; Mato Grosso, Acre e Rondônia enfrentam restrições para novas ligações.
- O Operador Nacional do Sistema Elétrico identificou rejeições de ligações em redes de Mato Grosso, com reflexos no Acre e em Rondônia, que já passam por esgotamento.
- A razão é que as redes não foram projetadas para suportar esse volume de carga simultânea, gerando excedentes que precisam da infraestrutura para serem distribuídos.
- A Aneel informou que, enquanto as redes não ganharem capacidade, novas conexões de geração solar ficarão inviabilizadas, com mudanças regulatórias em estudo.
- Em 2025, o Brasil chegou a mais de sessenta gigawatts de potência solar, respondendo por mais de vinte e três por cento da matriz elétrica nacional.
A instalação de painéis solares em residências, comércios e propriedades rurais vem pressionando as redes de distribuição. Em Mato Grosso, Acre e Rondônia já houve rejeições de novas ligações de geração fotovoltaica, com reflexos em redes locais que passam por esgotamento. A decisão ocorre mesmo diante do crescimento da micro e minigeração distribuída.
O ONS aponta que as redes não foram projetadas para comportar o volume atual de carga gerada pelo universo de produtores distribuídos. A Aneel informou que, enquanto as condições de distribuição não se alterarem, novas conexões de geração solar ficam inviabilizadas, para novos usuários ou ampliações.
Casos envolvendo MMGD (micro e minigeração distribuída) variam entre residências com telhados solares e pequenos negócios rurais. O excedente de energia gerada, inserido na rede, nem sempre encontra demanda nos horários de pico, sobrecarregando infraestruturas já pressionadas.
Situação atual por região
As redes de Mato Grosso, Acre e Rondônia registram áreas com capacidade esgotada, dificultando novas ligações. Mato Grosso do Sul também pode enfrentar o mesmo desafio, segundo informações obtidas pela Folha. A situação remete à necessidade de ampliar infraestrutura ou ajustar a operação para acomodar os produtores.
Em 2025, o Brasil já ultrapassou 60 GW de potência instalada no setor solar, somando pequenos, médios e grandes geradores. A energia solar representa mais de 23% da matriz elétrica nacional, sendo a segunda maior participação após a hidroeletricidade.
A Aneel tem estudado mudanças regulatórias para evitar conexões clandestinas e adequar tarifas. A agência sinalizou que pode incluir sinais horários e locacionais para distribuir melhor os custos entre os usuários do sistema.
A Absolar aponta que há pontos de atenção na rede e reforça a importância do armazenamento, tanto centralizado quanto distribuído, para reduzir sobrecargas. Distribuidoras usam drone e inteligência artificial para monitorar geração prevista versus efetiva.
Quem produz energia distribuída varia de residências a fazendas, com geração que, quando excede o uso local, gera créditos na conta de luz. O desafio é equilibrar o crescimento da geração com a capacidade de distribuição existente.
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