- Em 1968, a foto do nascer da Terra (Earthrise) feita pela Apollo 8 ganhou destaque e ajudou a impulsionar o movimento ambientalista e a criação do Dia da Terra, em 1970.
- Em abril de 2026, astronauts da Artemis 2 registraram o pôr da Terra (Earthset) sobre a Lua, com a imagem creditada à tripulação como um todo, sem atribuição individual.
- Especialistas dizem que, em pouco mais de meio século, o CO₂ na atmosfera aumentou cerca de um terço e a temperatura global subiu pelo menos 1 °C.
- A Antártida perdeu aproximadamente 28.000 quilômetros de plataformas de gelo desde a imagem de 1968, e a criosfera também sofreu alterações relevantes.
- As imagens destacam mudanças na superfície da Terra causadas pela atividade humana, como expansão urbana e desmatamento, além de observar o detalhamento da superfície lunar nas duas fotos.
A Terra mudou desde a era das fotos icônicas das missões Apollo 8 e Artemis 2. Em 1968, a tripulação da Apollo 8 registrou o nascer da Terra a partir da superfície lunar, uma imagem que ganhou significado histórico ao contrastar com a desolação lunar. Em 2026, a missão Artemis 2 retratou a Terra em pôr-do-sol, oferecendo outra visão de nosso planeta no espaço.
A foto do nascer da Terra, capturada durante a órbita da Lua, tornou-se um marco do movimento ambientalista e fomentou o Dia da Terra, criado em 1970. Nesta semana, a Artemis 2 registrou o chamado Earthset, feito pela janela da nave Orion durante um sobrevoo de sete horas ao redor da Lua.
O que aconteceu agora: a tripulação da Artemis 2 registrou a imagem do pôr da Terra no dia 6 de abril, às 18h41 (horário de Brasília). A foto mostra nuvens, águas e áreas iluminadas, com detalhes da superfície lunar visíveis na outra metade da cena. A equipe optou por não atribuir a imagem a indivíduos.
Quem está envolvido: a captura foi realizada pela tripulação da Artemis 2, sem atribuição de autor, com a NASA confirmando o registro. Analisam-se as contribuições dos astronautas e da equipe de controle em Houston para a operação de imagens durante o sobrevoo.
Quando e onde ocorreu: o registro ocorreu no espaço, durante o sobrevoo da Lua a partir da nave Orion, em órbita lunar. A janela de captura foi da órbita descrita pela missão, com o contexto de um cenário moderno de monitoramento contínuo da Terra.
Por que isso importa: especialistas ressaltam que, apesar de o planeta estar coberto por nuvens, as imagens revelam mudanças causadas pela atividade humana. Comparações com a foto de 1968 destacam aquecimento, expansão urbana e alterações na criosfera.
Como a análise é conduzida: cientistas apontam quedas na cobertura de gelo da Antártida e mudanças na criosfera global, associando grande parte dessas transformações às atividades humanas. Observações são integradas a dados de satélites e missões diversas ao redor do planeta.
Contexto adicional: a cobertura jornalística destacada aponta que, hoje, milhares de imagens são obtidas por satélites e estações espaciais, reforçando a visão de que o planeta pode ser monitorado de múltiplos ângulos. Ainda assim, as imagens feitas pelos humanos mantêm uma dimensão emocional e histórica.
Considerações dos especialistas: pesquisadoras e pesquisadores alertam para o papel humano na transformação do ambiente, incluindo aumento de CO2, aquecimento global e alterações na geografia polar. As análises indicam que grande parte das mudanças tem relação com atividades humanas.
Perspectiva histórica: a mensagem da Apollo 8, sobre a Terra ser o único corpo com cor entre o vasto espaço, persiste como referência de inspiração para futuras missões lunares. A NASA destaca o compromisso de registrar novas imagens para ampliar o entendimento do planeta.
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