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Unesco destaca contribuição de seus sítios para o meio ambiente global

Unesco aponta que sítios protegidos abrigam mais de sessenta por cento das espécies mapeadas e armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono

Lagoas entre as dunas dos Lençóis Maranhenses — Foto: Fernando Donasci/MMA
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  • A Unesco destaca a contribuição de seus sítios protegidos para pessoas e meio ambiente, somando mais de 13 milhões de quilômetros quadrados, área maior que a da China e da Índia juntos.
  • No Brasil, exemplos incluem o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional de Iguaçu; Lençóis abriga diversas espécies, incluindo quatro ameaçadas de extinção.
  • Os sítios da Unesco abrigam mais de sessenta por cento das espécies mapeadas no mundo e armazenam cerca de duzentas e quarenta gigatoneladas de carbono.
  • Quase noventa por cento dos sítios enfrentam estresse ambiental elevado, e os riscos climáticos cresceram quarenta por cento na última década; até 2050, mais de um quarto pode chegar a pontos de ruptura.
  • A recomendação é ampliar a ambição, integrar os sítios a planos climáticos, restaurar ecossistemas, promover cooperação transfronteiriça e incluir povos indígenas nas governanças.

A Unesco divulgou um relatório global nesta terça-feira, 21, em Paris, destacando a contribuição de seus sítios protegidos para pessoas e meio ambiente. A pesquisa avalia impactos locais e globais dessas áreas de proteção.

O documento analisa as mais de 2.260 áreas da rede Unesco — entre Sítios do Patrimônio Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparques Mundiais — que somam mais de 13 milhões de km², área superior à da China e da Índia juntas.

No Brasil, destacam-se o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, incluído no Patrimônio Mundial em 2024, e o Parque Nacional de Iguaçu, sedo inscrito desde 1986. A Unesco ressalta a riqueza biológica dessas áreas.

A Unesco aponta que o Lençóis abriga mais de 2000 plantas, 400 aves e até 80 mamíferos, além de várias espécies de invertebrados. O parque abriga ainda quatro espécies ameaçadas de extinção, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

O relatório mostra que, embora haja queda global de 73% nas populações de animais desde 1970, as espécies protegidas pela Unesco permanecem relativamente estáveis. Cerca de 25% dos sítios incluem territórios indígenas.

O estudo, intitulado People and Nature in Unesco Sites, revela que esses locais concentram mais de 60% das espécies mapeadas no mundo e armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, equivalente a quase duas décadas de emissões globais.

O relatório também alerta para pressões crescentes: quase 90% dos sítios sofrem estresse ambiental elevado, e os riscos climáticos aumentaram 40% na última década. Até 2050, mais de um quarto pode alcançar pontos de ruptura.

A análise destaca a ligação entre natureza e comunidades nos sítios, que abrigam quase 900 milhões de pessoas. Aproximadamente 10% do PIB mundial é gerado nessas áreas, segundo o estudo.

A Unesco defende que reduzir o aquecimento global em 1°C pode diminuir pela metade a exposição de sítios a grandes disrupções até o fim do século. A recomendação inclui ampliar proteção, cooperação transfronteiriça e integração em planos climáticos.

Entre os vieses positivos, o relatório cita estabilização de fauna, conservação de espécies e recuperação de áreas afetadas por conflitos. O documento reforça a importância de fortalecer governança inclusiva com comunidades locais.

O estudo foi realizado com mais de 20 institutos de pesquisa, destacando a necessidade de ampliar a ambição de proteção. A Unesco afirma que investir hoje protege ecossistemas, culturas e meios de subsistência para as futuras gerações.

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