- A Anthropic informou que investiga um suposto acesso não autorizado ao Mythos Preview por meio de um ambiente de um fornecedor terceirizado.
- Bloomberg reportou que um grupo pequeno de usuários em um fórum privado acessou o Mythos no mesmo dia em que a empresa o liberaria para testes com algumas empresas.
- Os envolvidos teriam conseguido acesso por meio de uma credencial de um trabalhador de um contratado da Anthropic, além de usar técnicas comuns entre pesquisadores de cibersegurança.
- O grupo não utilizou prompts de cibersegurança no modelo e estaria mais interessado em explorar a tecnologia do que causar dano.
- Autoridades e especialistas alertam sobre os riscos do Mythos, que já foi considerado capaz de identificar falhas em sistemas de TI e planejar ataques sem intervenção humana.
Anthropic confirmou que está apurando uma denúncia de acesso não autorizado ao Mythos, modelo de pesquisa em segurança cibernética. A empresa informou que está investigando o que teria ocorrido por meio de um ambiente de um fornecedor terceirizado. A informação foi divulgada após reportagem da Bloomberg.
Segundo a Bloomberg, um pequeno grupo de usuários teria acessado o Mythos na mesma data em que a empresa anunciou a disponibilização restrita do modelo para testes com empresas selecionadas, entre elas Apple e Goldman Sachs. O acesso teriam ocorrido por meio de credenciais de um trabalhador de um contratado da Anthropic.
A reportagem aponta que os usuários não executaram prompts de cibersegurança na ferramenta, mas demonstraram curiosidade em explorar a tecnologia. A Bloomberg também disse ter verificado os sinais com capturas de tela e uma demonstração ao vivo do Mythos.
Investigação em curso
A Anthropic afirmou que está avaliando a situação e que cooperará com as autoridades para apurar a origem do acesso. A empresa enfatiza a gravidade de permitir que falhas em sistemas sejam identificadas e exploradas de modo inadequado.
Contexto de segurança
Especialistas têm alertado sobre o potencial do Mythos para identificar vulnerabilidades e iniciar ataques com múltiplos passos, sem intervenção humana. Autoridades e reguladores acompanham o desenvolvimento do modelo, que foi considerado mais avançado em relação a modelos anteriores no critério de ameaças cibernéticas.
Repercussão regulatória
Representantes do governo britânico destacaram preocupações sobre como a capacidade de detectar falhas pode ser explorada. A instituição de segurança de IA do Reino Unido avaliou o Mythos como uma evolução relevante em termos de risco, o que intensifica o escrutínio sobre controles e acesso.
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