- Cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, desenvolveram o menor robô ambulante do mundo, com cerca de 0,5 milímetro de largura, divulgado na Science Robotics no primeiro semestre de 2022.
- O microrrobô não usa baterias, fios ou motores; funciona por memória de forma, feito de uma liga metálica inteligente que retorna ao estado original quando aquecida.
- Ele consegue caminhar, girar, rastejar e dar pequenos saltos, com o movimento controlado por fontes externas de calor, como lasers.
- O formato inspirado em caranguejo oferece estabilidade e facilita deslocamentos em diferentes direções; a equipe também criou estruturas semelhantes a lagartas e insetos para ampliar a técnica.
- Potenciais aplicações incluem uso médico e em ambientes confinados, mas a autonomia é limitada pela necessidade de aquecimento externo e pela ausência de sensores e energia interna.
Cientistas da Northwestern University, nos EUA, apresentaram no primeiro semestre de 2022 um robô ambulante com apenas 0,5 milímetro de largura. A estrutura, em formato de caranguejo, foi publicada na revista Science Robotics e demonstra funcionamento sem baterias, fios ou motores convencionais.
O dispositivo funciona via memória de forma, sendo feito de uma liga metálica inteligente. Ao receber estímulo térmico, parte do corpo se contrai; ao esfriar, retorna ao estado original, permitindo movimentos como caminhar, girar, rastejar e até saltar, sem componentes elétricos internos.
O controle ocorre por fontes externas de calor, como lasers microscópicos, que ativam regiões específicas para gerar deslocamentos planejados. A calibração precisa é essencial, pois a intensidade e a localização do estímulo definem o tipo de movimento.
O formato de caranguejo oferece estabilidade e deslocamento eficaz sobre superfícies irregulares, conforme os autores. A mesma equipe desenvolveu estruturas com formatos de lagartas e de pequenos insetos para provar a flexibilidade da técnica de fabricação.
As peças começam planas e se transformam em estruturas tridimensionais por tensões internas controladas, processo que permite produção seriada com alto grau de precisão. A abordagem facilita levar a tecnologia do laboratório para aplicações em larga escala.
Entre as aplicações discutidas está o uso médico, com microrrobôs capazes de circular no interior do corpo para administração localizada de medicamentos, remoção de obstruções e monitoramento de tecidos, entre outras possibilidades.
Além da medicina, o estudo aponta potenciais usos em ambientes confinados, estruturas industriais complexas e missões científicas que exigem atuação em escala microscópica. No entanto, a autonomia ainda depende de fontes externas de calor, limitando tarefas mais sofisticadas.
Limitações adicionais incluem a ausência de sensores embarcados, de sistemas de comunicação miniaturizados e de energia interna, o que restringe a execução de operações mais complexas em ambientes reais.
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