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Cúrcuma em cápsulas: mudanças no mercado após decisão da Anvisa

Anvisa impõe alertas obrigatórios em rótulos e limites de consumo para suplementos de curcumina, com prazo de seis meses, impactando mercado e hábitos

Uso de cúrcuma em cápsulas exige atenção: novas regras reforçam limites e alertas ao consumidor.
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  • Anvisa aprovou novas regras para suplementos de curcumina: alertas obrigatórios nos rótulos em até seis meses e informações sobre riscos disponíveis nos sites e canais de atendimento das marcas.
  • Também passaram a valer limites de consumo para adultos e a ingestão deve ocorrer com orientação profissional.
  • a medida foi tomada após relatos raros de inflamação e lesões no fígado ligados a suplementos concentrados de curcumina.
  • Diferença entre cúrcuma na alimentação e em cápsulas: as doses são muito mais altas nos suplementos e costumam ter substâncias que aumentam a absorção.
  • Redes sociais impulsionam promessas de benefícios rápidos, o que aumenta o uso sem orientação e eleva os riscos apontados pela Anvisa.

A Anvisa anunciou novas regras para suplementos à base de curcumina, o componente ativo da cúrcuma. As mudanças afetam rótulos, limites de consumo e canais de atendimento das marcas, com prazo de até seis meses para implementação. Enquanto isso, informações sobre riscos devem estar disponíveis nos sites oficiais.

A medida chega após relatos de inflamação e lesões no fígado associados a suplementos concentrados de curcumina. Especialistas lembram que, em doses altas, a substância pode sobrecarregar o órgão e provocar hepatotoxicidade induzida por substâncias. Casos graves são raros, mas possíveis.

Diferenciando usos

O alerta não altera a segurança da cúrcuma na alimentação. A diferença está na dose e na concentração. Em cápsulas, há doses muito superiores às usadas na cozinha, além de tecnologias que aumentam a absorção, elevando a curcumina no sangue. Por isso, toxicidade está ligada aos suplementos, e não ao tempero diário.

Impacto no consumo e na informação

Com as novas regras, consumidores ganharão mais informações sobre riscos e limites. A orientação profissional passa a ser enfatizada, especialmente para grupos como pacientes com doenças hepáticas, usuários de medicamentos, idosos e quem tem vesícula biliar comprometida.

Desinformação e responsabilidade individual

Redes sociais ampliaram a circulação de promessas rápidas de benefícios. Especialistas alertam que conteúdos costumam ignorar dose, interações medicamentosas e histórico de saúde, incentivando uso sem orientação adequada. A prática impulsiona riscos associados aos suplementos concentrados.

O que esperar na prática

A indústria terá de incluir alertas obrigatórios nos rótulos, com evidências sobre riscos, em até seis meses. Enquanto isso, informações complementares deverão constar em sites oficiais e canais de atendimento das marcas, mantendo o consumidor informado sem exigir consulta prévia.

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