- O El Niño tem probabilidade de cerca de noventa por cento de ocorrer, com maior chance entre setembro deste ano e janeiro de 2027, e o segundo semestre é o período mais provável.
- A previsão é de que o fenômeno aconteça ainda em 2026, com chuva volumosa no Sul do Brasil.
- O histórico recente mostra que enchentes no estado ocorreram durante El Niño forte, como em maio de 2024, associadas a bloqueios atmosféricos e altas temperaturas no centro do país.
- Anderson Ruhoff, climatologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma que ainda é cedo para apontar impactos específicos no Rio Grande do Sul.
- A Climatempo aponta que, historicamente, o aumento de chuva no Sul é mais preocupante na primavera.
O El Niño tem probabilidade de about 90% de se confirmar até o fim de 2026, com maiores chances entre setembro deste ano e janeiro de 2027. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico, acima de 0,5°C, e pode trazer chuvas mais volumosas ao Sul do Brasil. A confirmação oficial tende a ocorrer no segundo semestre de 2026.
Para o Rio Grande do Sul, a expectativa é de maior volume de chuva, ainda sem previsões de impactos específicos. O climatologista Anderson Ruhoff, da UFRGS, afirma que o estado deve ficar atento a mudanças no regime de rainfall, já que eventos extremos podem ocorrer conforme o desempenho do fenômeno.
Contexto do fenômeno: especialistas destacam que o El Niño ocorre periodicamente, com ciclos que vão de dois a sete anos. O histórico recente mostra que a região sul costuma registrar chuvas intensas durante a primavera, quando o fenômeno pode se manifestar com mais força.
Impactos para o RS: a atuação de El Niño no Sul depende de diversos fatores regionais. Em anos recentes, eventos de bloqueio atmosférico no Centro-Oeste, associado a temperaturas elevadas, concentraram a chuva no Sul. Esses padrões ajudam a explicar enchentes passadas no estado.
Observações adicionais: a previsão ressalta a necessidade de monitoramento contínuo de temperaturas na região central do Brasil. Especialistas ressaltam que o comportamento dessas temperaturas pode influenciar a intensidade e a ocorrência de eventos pluviométricos no Sul, inclusive em 2026.
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